🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Direitos Reservados
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O rio Douro começa a mostrar a sua
força, e o mau tempo parece não dar tréguas a Portugal. Perante esta realidade,
o Centro de Previsão e Prevenção de Cheias do Douro (CPPC-D) elevou o alerta de
laranja para vermelho. E sinalizou a iminência de cheias e a necessidade de
máxima atenção.
O agravamento do aviso levou à interdição
da navegação e à ativação de medidas restritivas previstas nos planos
municipais. O comandante-adjunto da Capitania do Douro, Pedro Cervaens,
explicou que a mudança para vermelho significa que algumas zonas ainda não
atingidas começam agora a sentir os efeitos da subida do rio, permitindo às
autoridades aplicar medidas de proteção imediatamente.
“A alteração do alerta visa proteger
a população e antecipar ações preventivas”, disse Cervaens à Lusa. “É um sinal de que devemos
estar vigilantes, pois o rio apresenta variações rápidas e, em certas zonas, a
água já começou a invadir margens habitualmente seguras.”
Rio transborda
Esta sexta-feira, 6 de fevereiro,
o Douro transbordou em vários pontos das margens do Porto e de Vila Nova de
Gaia. Em algumas áreas, a água chegou a invadir esplanadas e zonas de lazer
junto ao rio, embora não se registem danos significativos.
O panorama reforça a força da natureza e a necessidade de atenção por parte das autoridades e da população. O transbordo evidencia que até áreas historicamente seguras podem ser afetadas. Isto acontece sobretudo quando se combinam chuvas intensas e uma subida acentuada do caudal.
Em várias zonas, funcionários da
Câmara Municipal e elementos da Proteção Civil estiveram no terreno a
monitorizar a situação, verificando o estado das margens e garantindo que as
medidas preventivas eram cumpridas.
Medidas de proteção
Na sequência dos avisos do CPPC-D, a população foi chamada a adotar medidas de autoproteção, especialmente nas zonas ribeirinhas. Entre as recomendações destacam-se:
— Evite atravessar zonas inundadas, mesmo que pareçam seguras, pois a corrente pode ser mais forte do que parece;
— Respeitar os perímetros de segurança definidos pelas autoridades locais, mesmo que a área pareça acessível.
— Proteger alimentos, documentos e bens de valor, deslocando-os para locais mais elevados ou bem protegidos.
— Não estacionar viaturas em locais vulneráveis, evitando danos ou bloqueios que possam comprometer a evacuação.
—Se guir atentamente as indicações do IPMA, da Capitania do Douro e da Proteção Civil. Estar permanentemente atualizado sobre o nível do rio e as alterações no alerta.
As autoridades reforçam que seguir
estas recomendações vai além da prudência. É uma medida vital para proteger
vidas e minimizar danos.
Estado de calamidade prolongado
Face à previsão de continuidade do
mau tempo em todo o país, o Governo português decidiu prolongar o estado de
calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos.
Esta decisão permite manter um quadro
legal que facilita a mobilização de recursos, a coordenação entre diferentes
entidades e a ativação de planos de contingência em caso de agravamento do
nível dos rios, incluindo o Douro.
O prolongamento do estado de
calamidade reflete a consciência das autoridades sobre o impacto contínuo das
condições meteorológicas adversas. Especialmente nas regiões ribeirinhas,
reforça a necessidade de vigilância permanente da população.
Atenção redobrada
O rio Douro, com a sua história e
tradição ligada à vida do Porto e de Gaia, mostra agora o lado mais intenso da
sua força. As águas elevadas lembram que a natureza é imprevisível e que a
prudência é a melhor aliada da segurança.
As autoridades alertam residentes,
comerciantes e visitantes: mantenham vigilância constante, respeitem os
perímetros de segurança e evitem deslocações desnecessárias nas áreas
inundáveis.
👉 Acompanhe de perto o nível do Douro e cumpra todas as orientações das autoridades para garantir a sua segurança e a dos seus bens. Atualize-se com os avisos do IPMA, da Capitania do Douro e da Proteção Civil. Evite atravessar zonas inundadas.

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