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Guilherme Valdoleiros ilumina Algarve e reforça armada lusa em Vila Real de Santo António

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Nuno Martins

⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos

Guilherme Valdoleiros aumenta para nove a armada lusa no quadro peincipal.
Mais um português no quadro principal em Vila Real de Santo António.

Há encontros que começam num dia e ganham sentido no outro. Em Vila Real de Santo António, sob a luz suave do sotavento algarvio, Guilherme Valdoleiros concluiu uma tarefa iniciada na véspera e garantiu presença no quadro principal de singulares do 7.º Open Internacional de Ténis, o primeiro de dois torneios ITF M25 agendados para a localidade.

Seguiu as pisadas de João Dinis Silva e reforçou a presença nacional numa prova que, ano após ano, se afirma como palco de afirmação do ténis português.

Manhã de decisão

O encontro contra o neerlandês Stijn Pel, 12.º cabeça de série e 1629.º do ranking mundial ficou marcado por uma interrupção forçada. Na terça-feira, a falta de luz natural travou o embate quando o marcador assinalava 3-3 no primeiro ‘set’, deixando tudo em suspenso.

Na manhã desta quarta-feira, com o court novamente preparado e o silêncio expectante das bancadas, Valdoleiros regressou determinado a impor o seu ritmo. Aos 26 anos, mostrou maturidade competitiva e serenidade para transformar a incerteza em vantagem.

Controlo e firmeza

O primeiro ‘set’ acabou por cair para o lado do português por 6-3. A agressividade controlada, aliada a uma boa leitura dos momentos de pressão, permitiu-lhe assumir o comando das trocas e explorar as fragilidades adversárias.

No segundo parcial, a resistência de Stijn Pel elevou o nível de exigência. O equilíbrio prolongou-se até ao tie-break, em que cada ponto ganhou peso específico. Valdoleiros manteve a compostura e fechou o encontro por 7-6 (5), selando o apuramento com autoridade e inteligência tática.

O resultado mostra uma exibição consistente, construída com paciência e capacidade de adaptação.

Continuidade nacional

Com a qualificação de Guilherme Valdoleiros, sobe para nove o número de portugueses no quadro principal de singulares do 7.º Open Internacional de Ténis de Vila Real de Santo António. Um dado que sublinha a vitalidade do contingente nacional numa prova que oferece pontos importantes e oportunidades de consolidação no circuito da ITF.

O Algarve volta, assim, a assumir-se como território fértil para o ténis luso. Entre o vento, a chuva e a proximidade do Guadiana, constrói-se um cenário competitivo no qual a ambição encontra espaço para crescer.

Mais do que um apuramento

Este não foi apenas um triunfo de qualificação. Foi também um exercício de gestão emocional, depois de uma interrupção que poderia ter alterado dinâmicas e concentrações.

Retomar um encontro no dia seguinte exige foco renovado e capacidade de reentrar no ritmo competitivo sem concessões. Valdoleiros respondeu com maturidade, reforçando a confiança numa fase da época em que cada vitória pode servir de impulso.

Horizonte aberto

O quadro principal aguarda agora o português, num torneio que reúne perfis distintos e trajetórias em construção. Seguem-se exigências renovadas, mas o primeiro passo neste caminho já foi dado.

Num circuito no qual a persistência é virtude essencial, Valdoleiros escreveu mais uma linha no seu percurso profissional: firme, determinada e construída ponto a ponto.

👉 Acompanhe o 7.º Open Internacional de Vila Real de Santo António e siga o desempenho dos tenistas portugueses no circuito ITF.

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