🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Guangzhou Nantai Culture And Sports Development Co. Ltd
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| Apresentação das duas equipas para a eliminatória entre a China e Portugal. |
Escolhas que definem rumo
Rui Machado foi direto ao essencial.
Para a jornada inaugural da eliminatória da Taça Davis entre Portugal
e a China, em Guangzhou, o capitão da seleção nacional entregou a
responsabilidade inicial a Henrique Rocha e Nuno Borges. Uma
opção que clarifica prioridades, estabelece hierarquias e deixa Jaime Faria
fora das primeiras escolhas.
Não se trata apenas de nomes no
papel. Trata-se de uma leitura estratégica do momento, do contexto e do perfil
competitivo exigido para um embate fora de casa.
Afirmação precoce
Para Henrique Rocha, a
nomeação tem um significado especial. Aos 21 anos, o portuense surge pela primeira
vez como opção inicial numa eliminatória da Taça Davis. Um passo simbólico, mas
sustentado por mérito.
Atual 157.º do ranking ATP, Rocha já
tinha inscrito o seu nome na história da competição em setembro de 2024, ao se tornar o primeiro português a derrotar um jogador do top 10 com as cores
nacionais. Um feito que deixou de ser exceção para passar a ser a referência.
Confiança sustentada
O número três de Portugal apresenta-se
em Guangzhou com um registo imaculado de 3-0 em singulares pela seleção. Será
ele a abrir a eliminatória, às 12 horas locais de sexta-feira (4h em Lisboa),
frente ao número um chinês, Yunchaokete Bu.
Bu, atual 139.º mundial e
antigo 64.º, representa um obstáculo exigente, sobretudo num ambiente
adverso. Para Rocha, será um teste da maturidade competitiva e da capacidade de
gerir momentos de elevada pressão.
O eixo da equipa
No segundo encontro do dia, entra em
cena Nuno Borges, líder natural da formação portuguesa. O 45.º do
ranking ATP enfrenta Yibing Wu, atual 144.º e antigo 54.º,
num duelo com memória recente.
Em 2022, Borges superou o chinês no US
Open, mas o contexto da Taça Davis introduz novas variáveis: público, ritmo
coletivo e margem mínima para o erro. Borges assume aqui um papel a duplicar —
competitivo e emocional — como âncora da equipa nacional.
O dia dos pares
Mantendo-se as escolhas para sábado,
o encontro de pares deverá opor Nuno Borges e Francisco Cabral à
dupla chinesa formada por Zhizhen Zhang e Yi Zhou. Zhang, antigo 31.º
em singulares e 47.º em pares, é o elemento mais experiente do
conjunto asiático, enquanto Zhou surge como a peça menos rodada.
A experiência de Cabral, o
melhor jogador português de pares de sempre, poderá ser determinante num
encontro tradicionalmente decisivo neste formato.
Margem para ajustar
Para os últimos singulares, o
alinhamento previsto inverte os confrontos: Borges frente a Bu e Rocha
contra Wu. Ainda assim, o regulamento permite alterações até ao último
momento, mantendo aberta a vertente estratégica da eliminatória.
Na Taça Davis, o plano nunca é
estanque, adapta-se ao resultado, ao desgaste e ao momento emocional.
Um sinal claro
As opções de Rui Machado vão além do
ranking. Refletem confiança numa geração que alia talento emergente,
experiência consolidada e ambição declarada. Num cenário exigente, fora de
casa e diante de uma seleção com profundidade, Portugal entra em court com
identidade e convicção.
Guangzhou será mais do que um palco
competitivo. Será um teste ao presente e um ensaio do futuro.
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