Gabriela Amorim: “Senti-me bastante bem, apesar do resultado”

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

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Gabriela Amorim feliz com a participação na prova, apesar do resultado desnivelado.
Atleta está sorridente por ter jogado um WTA.

Com apenas 17 anos e sonhos que parecem maiores do que a própria idade, Gabriela Amorim fez, esta segunda-feira, a sua primeira incursão em provas sob a égide da WTA. O palco foi o Women’s Indoor Oeiras Open, no Jamor, um lugar que conhece de cor, fruto de treinos diários.

A estreia não trouxe vitória, mas aprendizagem. Encontrou uma tenista que se aproxima do top 100 mundial. Mesmo assim, as sensações de Gabriela foram positivas e cheias de significado.

“Senti-me bastante bem, apesar do resultado. Ela tem bom nível e estes torneios são muito competitivos. O resultado foi um bocadinho desequilibrado, mas no jogo estive confiante e gostei de jogar”, declarou Gabriela em conferência de imprensa, admitindo que os nervos estiveram presentes, sobretudo antes do primeiro ponto.

Treinar em casa, competir com o mundo

Competir num recinto de treino diário trouxe conforto. Gabriela contou com o apoio do pai e da estrutura da Federação Portuguesa de Ténis. Estiveram também presentes Francisca e Matilde Jorge, colegas no Centro de Alto Rendimento e referências do ténis feminino português.

“Quando treino com elas, fico bastante feliz porque sei que são as melhores portuguesas que temos. São um exemplo. Mesmo fora do campo, observo o que fazem de bem e tento fazer o mesmo. Tento agarrar o nível que elas põem no campo e puxo por mim para dar o meu máximo”, explicou.

O exemplo que vem de cima inspira a jovem. Estar entre as portuguesas do quadro principal do primeiro WTA 125 do ano é uma motivação extra, acentuada pelo facto de Francisca Jorge ter participado no primeiro Grand Slam da temporada.

Sonho e foco

Gabriela viveu o “choque” da notícia do convite para o torneio. “Nem queria acreditar quando o treinador me ligou a dar a novidade”, recordou. Mas a jovem canalizou rapidamente a surpresa em ambição.

A meta é clara: jogar Grand Slams. Gabriela observa os seus ídolos nos courts e na televisão — Jannik Sinner, Carlos Alcaraz, Emma Navarro, Aryna Sabalenka e Emma Raducanu — e deixa-se inspirar. Entre o treino diário e a observação de talentos, a jovem sonhadora constrói o seu caminho.

Para já, o foco está nos torneios juniores. É nesse terreno que Gabriela pretende acumular experiência e pontos para ingressar nos grandes palcos internacionais. Cada ponto conquistado é uma escada, cada treino intenso, um degrau rumo ao topo.

Resiliência e determinação

Apesar do resultado desigual, Gabriela mostrou resiliência. O encontro revelou-lhe que pode manter o espírito intacto mesmo com o corpo exausto. Cada golpe é uma lição; cada derrota, uma oportunidade de crescimento.

“Foi a minha primeira vez num WTA e sei que é onde quero agarrar-me. Sei onde quero estar. Vou treinar para chegar lá. A meta é jogar Grand Slams e é ótimo treinar com jogadores de topo”, confessou a jovem promessa.

No Jamor, entre paredes que já viram dezenas de treinos, Gabriela começou a escrever o seu capítulo no ténis profissional. O futuro promete desafios, mas também a possibilidade de concretizar um sonho alimentado desde os olhos atentos de uma adolescente fascinada pelo ténis.

Caminho ascendente

Entre treinos e torneios, Gabriela mantém o olhar no horizonte. Observa os ídolos, absorve experiências e cultiva a paciência necessária para evoluir. A trajetória é uma escadaria. Cada torneio, cada ponto, cada treino é um degrau rumo aos maiores palcos.

No Women’s Indoor Oeiras Open, a jovem começou a mostrar que não é apenas o talento que a distingue, mas também a determinação e a capacidade de se reinventar sob pressão. A jovem de 17 anos inicia agora a sua subida, com coragem, foco e sonhos que não cabem num só court.

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