🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| Início de ano prometedor para Frederico Silva. |
Ao ritmo indiano
Em Chennai, cidade onde o calor sobe
do asfalto e o ar traz o perfume salgado do Índico, Frederico Ferreira Silva
continua a escrever um capítulo firme da sua temporada. O tenista das Caldas da
Rainha garantiu lugar nas meias-finais do ATP Challenger local, prolongando o
embalo competitivo que já trazia do Indoor Oeiras Open, realizado na nave do Complexo de Ténis do Jamor.
Perante o grego Ioannis Xilas (388.º
mundial), o português (255.º) impôs autoridade e venceu por 6-2 e 6-4, ao fim
de 90 minutos de jogo controlado. Não houve sobressaltos prolongados. Houve
clareza estratégica.
Frederico converteu os quatro break
points de que dispôs. Não desperdiçou oportunidades. Do outro lado, enfrentou
apenas dois pontos de break e salvou um. A eficácia fez a diferença.
Números que falam
As estatísticas sublinham o domínio.
Doze winners para o português, contra oito do adversário. Vinte e nove erros
não forçados, menos três do que Xilas. Margens curtas, mas suficientes. Em
pisos rápidos e sob temperaturas exigentes, o detalhe é soberano.
Integrado no Centro de Alto
Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis, Silva volta a revelar
maturidade competitiva. Soube acelerar quando necessário. Soube esperar quando
o ponto pedia construção.
Consistência construída
Este é o 14.º acesso às meias-finais
no circuito Challenger. Um número que traduz regularidade. Não é explosão
episódica. É percurso sustentado.
Chennai, com o seu bulício constante
e contraste entre tradição e modernidade, parece ter servido de cenário ideal
para um jogo equilibrado entre risco e prudência. Como num filme indiano, cada
‘set’ teve o seu crescendo. Sem dramatização excessiva, mas com tensão latente.
Próximo capítulo
Para discutir um lugar na quinta
final da carreira em torneios Challenger, o tenista das Caldas da Rainha defronta Ilia Simakin (214.º).
Simakin surge como nome de maior
estatuto. Jogador sólido, competitivo, habituado a embates longos. O confronto
exigirá rigor tático e resistência mental.
A caminhada em Chennai confirma um
momento de estabilidade competitiva. Depois das boas indicações deixadas em
Oeiras, o português mantém a curva ascendente. Não há euforia. Há foco.
Nas meias-finais, o peso do momento
aumenta. A proximidade do troféu adensa o ambiente. Mas Silva já conhece este
território. Já percorreu este trilho treze vezes antes.
Sob o céu quente do sul da Índia, o
português mantém-se sereno. O argumento ainda está a ser escrito. E o próximo
ato poderá aproximá-lo de mais uma final no circuito Challenger.

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