Angelina Voloshchuk deixa escapar vitória em Oeiras

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos

Que pena, Angelina. Estive quase.
Angelina desperdiça match points e acaba eliminada na ronda inaugural no Jamor.

Batalha de quase 4 horas!

Angelina Voloshchuk ficou à porta da melhor vitória da sua carreira, mas deixou escapar dois match points no segundo ‘set’ e acabou por ceder após 3h40 de intensa batalha na primeira ronda do quadro principal do Women’s Indoor Oeiras Open. Este é o primeiro de dois torneios WTA 125 organizados pela Federação Portuguesa de Ténis no Complexo de Ténis do Jamor.

No dia em que atingiu a melhor classificação da carreira, a número três nacional (402.ª WTA) competiu de igual para igual com Lucrezia Stefanini (138.ª), mas o braço de ferro acabou por sorrir à ex-top 100 italiana após três tiebreaks, com os parciais de 6-7 (4), 7-6 (6) e 7-6 (4).

O equilíbrio do encontro foi notável. A italiana — vencedora do ITF W60+H das Caldas da Rainha em 2022 e do ITF W50 de Montemor-o-Novo em 2024 — só venceu mais um ponto do que a portuguesa: 138 contra 137, com ambas a registarem sete quebras de serviço. Cada ponto foi disputado ao limite, tornando o embate extremamente exigente fisicamente e mentalmente.

Detalhes ditam o resultado

Voloshchuk teve a vitória praticamente nas mãos, desperdiçando dois match points no segundo ‘set’, e acabou por ver a vitória fugir nos detalhes. A italiana impôs-se nos outros tiebreaks, mas a diferença mínima de pontos evidencia a qualidade do desempenho da portuguesa. Cada serviço, cada troca longa e cada ponto decisivo mostraram a maturidade de Voloshchuk apesar da juventude. Prova que a jovem de 18 anos está pronta para competir a este nível.

Qualidade e resistência

Após se destacar no Porto, onde alcançou as quintas meias-finais da carreira e foi a melhor portuguesa ao longo de duas semanas, Voloshchuk voltou a mostrar as suas qualidades neste regresso a uma categoria superior. Foi quarto finalista do Eupago Porto Open no verão de 2025 e hoje provou que não foi por falta de coragem que não festejou a vitória.

A portuguesa sobressaiu em vários indicadores estatísticos: venceu em larga vantagem a quantidade de winners (51 para 21) e conseguiu recuperar de 3-5 em todos os três ‘sets’, mesmo quando a fadiga e as cãibras começavam a complicar a conclusão do embate. O esforço físico e mental foi enorme, refletindo a determinação e a capacidade competitiva da jovem atleta.

Saldo português negativo

Antes do jogo de Voloshchuk, também Gabriela Amorim foi eliminada na primeira ronda. Para a jovem de 17 anos, esta foi a estreia a este nível e apenas o terceiro torneio profissional, tornando a experiência ainda mais relevante para a sua evolução.

O arranque do quadro principal do Women’s Indoor Oeiras Open deixa o saldo português negativo em termos de vitórias, mas evidencia o potencial das jovens jogadoras nacionais. Voloshchuk mostrou talento, resiliência e capacidade para competir em torneios de alto nível, prometendo evolução nas próximas competições.

Apesar do resultado, o desempenho de Voloshchuk deixa claro que a jovem portuguesa está a consolidar-se entre as melhores atletas do país, com capacidade para enfrentar jogadoras de maior experiência internacional. Este tipo de partidas, longas e exigentes, são essenciais para ganhar experiência, confiança e resistência, pilares fundamentais para uma carreira profissional de sucesso no ténis feminino.

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