Tiago Torres: “Este court é mágico, quero que todos os meus jogos sejam aqui”

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

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Tiago Torres analisa triunfo no Jamor.
O campeão nacional absoluto estava feliz com a sua vitória frente ao cabeça de cartaz do torneio.

Tiago Torres começou 2026 da mesma forma que encerrou o ano de 2025: a vencer na nave dos campos cobertos do Complexo de Ténis do Jamor. Foi neste mesmo palco que, a 21 de dezembro, o lisboeta de 23 anos celebrou pela primeira vez o título nacional absoluto. Mas a vitória desta segunda-feira não foi apenas mais um troféu; foi o maior êxito da carreira ao eliminar Billy Harris (121.º ATP), o primeiro cabeça de série do Indoor Oeiras Open, e assinou o primeiro triunfo português da semana.

Court talismã

Em conferência de imprensa, o jovem de 23 anos revelou a ligação especial ao court central do Jamor, palco de tantas memórias: 

“Quando olho para este campo, queria que todos os meus encontros acontecessem aqui. Estou maravilhado com ele e, para já, é o mais especial da minha carreira, mas espero que, no futuro, outros — na Austrália ou em outros palcos — sejam ainda mais especiais. Por enquanto, é este court”, confessou, com brilho nos olhos.

O jovem português, que pisa este mesmo piso desde os 14 anos, descreveu o momento com humor e emoção:

“Sempre que olho para o campo, não sei… vou começar a beijá-lo, vou fazer algum ritual”. 

É evidente que o Jamor, coberto, iluminado e carimbado como talismã, inspira confiança e transforma cada ponto numa demonstração de identidade e de técnica.



Vitória construída com astúcia

Apesar da emoção e do valor simbólico da vitória, Torres reconheceu que o encontro contra Harris não foi dos mais belos em termos de estética de jogo. “Não tenha sido dos melhores encontros que fiz em termos de beleza de jogo”, afirmou, mas sublinhou a inteligência competitiva que o levou ao triunfo. 

“Consegui ‘sujar’ o jogo e ser astuto taticamente, aproveitando cada oportunidade para tirar o adversário da sua zona de conforto e impor o meu ritmo”, explicou.

Emoção e prudência

Ao mesmo tempo, o jovem lisboeta manteve o equilíbrio emocional. 

“Não vou dizer que estava à espera, porque obviamente acredito sempre em mim, mas contra jogadores deste calibre, se jogarem bem, fica difícil. Estou muito contente, mas continua tudo à flor da pele. Sabe a melhor vitória da carreira, mas assimilo tudo”, afirmou. A declaração evidencia a humildade e a consciência de que cada vitória, por maior que seja, faz parte de um percurso em construção.

O triunfo sobre Harris não apenas marca um feito no ranking. Mas confirma que o Jamor é um palco privilegiado para o guerreiro lusitano. Cada ponto trocado, cada set vencido reforça a ideia de que o court central funciona como um talismã, onde experiência, confiança e determinação se fundem para produzir resultados históricos.

Próximo desafio

Após garantir a passagem à segunda ronda,  Torres já conhece o seu próximo adversário: o alemão Mats Rosenkranz (327.º ATP). O encontro será novamente no court que tanto conhece, sendo esperado que o jovem português mantenha a estratégia de leitura tática e construção inteligente de pontos que lhe deram a vitória histórica sobre Harris.

Torres entra em 2026 com confiança renovada e ambição evidente. Se 2025 terminou com o título nacional absoluto, este início de temporada mostra que o lisboeta está pronto para competir de igual para igual com adversários de topo. O Jamor tornou-se não apenas um palco físico. Mas simbólico, no qual Torres transforma talento, inteligência e disciplina em triunfo.

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