Tiago Torres escuta o corpo e despede-se de Oeiras

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis 

⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos

Lesão trava Tiago Torres no Indoor Oeiras 2.
Campeão nacional explica as razões da desistência antes da segunda ronda no Jamor.

Rutura muscular trava o português antes da segunda ronda.

O Indoor Oeiras Open perdeu um dos protagonistas antes da bola voltar a subir. Tiago Torres foi forçado a desistir da prova ainda antes da segunda ronda, após confirmada uma rutura muscular de grau dois na virilha direita, diagnosticada por meio de ecografia.

O português tinha agendado o encontro com Chris Rodesch, campeão no Jamor na semana passada, para as 13 horas desta quinta-feira. No entanto, a decisão médica foi clara. “A ecografia confirmou que tenho uma rutura muscular de nível dois na virilha direita e o médico aconselhou-me a desistir para não agravar a lesão”, explicou o tenista lisboeta, de 23 anos, no contacto com a imprensa.

Uma semana jogada no limite

Segundo o próprio, os sinais de alerta já vinham da semana anterior. “Na semana passada já tinha sentido [a lesão] e joguei os pares meio tocado”, revelou.

Consciente das limitações, Torres procurou gerir o esforço logo à entrada no torneio. “Esta semana pedi para começar só na terça-feira porque não me sentia tão bem fisicamente”, explicou. Ainda assim, durante o encontro da primeira ronda, o desconforto agravou-se progressivamente. “Senti cada vez mais dores. Felizmente consegui acabar”, contou.

Quando o exame confirma o receio

A decisão de realizar uma ecografia surgiu da perceção de que o problema podia ir além de simples fadiga. “Marquei uma ecografia, pois senti, se calhar, que não era só cansaço muscular”, declarou.  O resultado acabou por confirmar o pior cenário.

Com o diagnóstico fechado, o foco passou imediatamente para a recuperação.

As estimativas iniciais apontam para uma paragem competitiva de três a quatro semanas, afastando Torres dos dois torneios ITF M25 de Vila Real de Santo António. Ainda assim, o jogador encara a pausa como uma decisão estratégica.

“É preferível parar agora por três ou quatro semanas do que arriscar um regresso precoce e acabar afastado por ainda mais tempo”, afirmou, sublinhando a importância de proteger o futuro imediato.

O regresso à competição permanece em aberto, com opções no sul do país. “O objetivo é tentar voltar no Vale do Lobo, senão apontar para Faro”, concluiu.

Um contratempo no caminho, não um desvio

Depois de um período de crescimento sustentado e de resultados encorajadores, a lesão surge como um contratempo inevitável num calendário exigente. Em Oeiras, Torres não pôde continuar, mas saiu com uma certeza: saber parar também faz parte da construção de uma carreira.

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