🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
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| Um abraço entre dois companheiros de seleção! |
Após uma derrota equilibrada na primeira ronda do Indoor Oeiras Open 2, o número cinco nacional revela confiança e entusiasmo na estreia na Davis.
Tiago Pereira foi um dos protagonistas do encontro
mais cativante da primeira ronda do Indoor Oeiras Open 2. A vitória não lhe sorriu, mas o jovem tenista português não se deixou abater. Saiu do Jamor satisfeito com a evolução do seu jogo em relação à primeira semana.
O encontro, disputado com Jaime
Faria, terminou com a vitória de Faria por 4-6, 6-3 e 6-4. Apesar do desfecho,
Pereira destacou a sua própria exibição e os progressos evidentes no seu ténis.
“Conheço-o há tanto tempo,
inclusive ele viveu no Algarve, algum tempo quando era mais novo. Ele
evoluiu bastante desde a última vez que nos defrontámos”, observou Pereira em conferência de
imprensa. A familiaridade entre ambos tornou o duelo ainda mais especial: de
antigos rivais no circuito juvenil a colegas de seleção, a história entre
Pereira e Faria percorre anos de competição, amizade e crescimento mútuo.
Um duelo de qualidade
“Foi um bom encontro de ambos. Consegui jogar solto e aproveitei cada momento do duelo. Foi divertido, pelo menos para mim. Gostei muito de jogar, infelizmente não caiu para o meu lado”, confessou Pereira.
O tenista admitiu ainda que se sentiu mais solto durante o jogo, consciente de que Faria era o favorito à vitória: “Joguei mais à vontade. Ele é que era suposto ganhar.”
O duelo mostrou que Pereira
tem motivos para olhar para o futuro com otimismo. Apesar da derrota, ficou
claro que o português evolui rapidamente.
“Vou melhorar ainda mais para tentar
que as coisas comecem a correr melhor”, acrescentou, evidenciando determinação e a capacidade de
aprendizagem que tem sido uma das marcas da sua carreira.
De rivais a colegas de seleção
A experiência do duelo no Jamor ganha
ainda mais relevância quando se olha para o próximo capítulo da carreira de
Pereira: a seleção. Convocado pela primeira vez por Rui Machado, o algarvio integrará
um grupo de jovens talentos, incluindo Nuno Borges, Francisco Cabral, Henrique
Rocha e Jaime Faria.
“Estou a lidar bem com a situação e
estou entusiasmado com a experiência nova”, afirmou Pereira, visivelmente motivado com a
oportunidade de representar o país ao lado de dois compatriotas com quem
partilha uma história de amizade e competição. Jaime Faria, com 22 anos, e
Henrique Rocha, com 21, conhecem Pereira desde os torneios juniores e das provas sub-14 e sub-16.
“São pessoas que conheço bem. Fico
feliz por partilhar experiência com eles. São duas pessoas com quem partilhei
torneios nos circuitos juniores, de sub-16, sub-14. São bons amigos, gosto
muito deles”,
confessou o número cinco nacional, destacando o valor humano que acompanha o
percurso competitivo.
Foco na experiência e crescimento
Enquanto espera para iniciar a sua participação na seleção, Pereira terminará primeiro a competição de pares ao lado de Gastão Elias. Esta fase de aprendizagem e adaptação é fundamental para o seu desenvolvimento e consolidação no circuito nacional e internacional.
“É uma experiência nova, mas estou
entusiasmado. Partilhar o mesmo espaço de treino e competição com jogadores que
conheço tão bem torna tudo mais especial. A oportunidade de aprender e crescer
dentro da equipa nacional é incrível”, explicou, reforçando a ideia de que a seleção é uma meta importante quanto qualquer vitória em torneios Challenger.
O balanço do Indoor Oeiras Open 2
Em termos práticos, o encontro com Faria permitiu a Pereira perceber onde se encontram os seus pontos fortes e as áreas a aprimorar.
O tenista português demonstrou também uma capacidade notável de lidar com pressão e de aprender com cada ponto disputado. Esta postura será fundamental nos próximos dias, tanto na variante de pares no Jamor como na estreia na seleção.
“Vou usar tudo o que aprendi nesta semana, na anterior, para estar preparado para a seleção. Estou motivado para dar o meu melhor, aprender com os meus colegas e representar Portugal da melhor forma possível”, concluiu Pereira, num gesto que revela confiança e ambição.
Seja nos torneios individuais ou ao
lado da seleção, Pereira parece ter encontrado o equilíbrio ideal entre
evolução pessoal, amizade e competição. A sua postura dentro e fora do court,
aliada ao talento evidente, sugere que tem pela frente uma trajetória
de crescimento.
O duelo com Faria e a preparação para
representar Portugal são apenas mais capítulos de uma história em construção,
na qual cada ponto, cada treino e cada experiência conta.
E, como ele próprio afirma, “ainda melhorarei para que as coisas comecem a correr melhor”. Uma frase
simples, mas que traduz ambição, maturidade e determinação.
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talentos nacionais.

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