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Nuno Borges cai, mas sai fortalecido

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: ATP Tour

⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos

Borges eliminado por qualifier.
Assim, não, Lidador!

Fim da preparação neozelandesa!

Nuno Borges, 46.º da hierarquia mundial, encerrou a campanha no ATP 250 de Auckland na madrugada desta quarta-feira. O português, de 28 anos, não conseguiu repetir a campanha da semana passada e acabou eliminado na segunda eliminatória, não conseguindo defender o estatuto de quarto cabeça de série. O encontro esteve interrompido devido a condições adversas, mas mesmo assim Borges conseguiu mostrar resiliência e pontos de qualidade que reforçam a sua preparação para o Australian Open.

Tie-break que podia ter mudado tudo

O maiato começou o encontro em desvantagem, mas rapidamente demonstrou capacidade de recuperação. Conseguiu levar o primeiro ‘set’ até ao tie-break, provando frieza nos pontos decisivos e concentração, mesmo que a interrupção quebrou o ritmo do jogo. Dois ‘set’ points desperdiçados acabaram por permitir que Eliot Spizzirri, 89.º do ranking ATP, assumisse o comando da partida. Borges mostrou garra e competitividade, mas a experiência adversária nos momentos-chave acabou por definir o parcial inaugural.

No segundo parcial, Spizzirri concretizou um único break que se revelou decisivo. Borges tentou variar o jogo e manter o serviço, mas não conseguiu inverter o rumo do encontro. O norte-americano fechou a partida ao fim de hora e meia, pelos parciais de 7-6(6) e 6-4. A interrupção anterior mostrou-se um desafio adicional, mas o Lidador respondeu bem, reforçando a maturidade competitiva e a capacidade de concentração em condições adversas.

Aprendizagem em cada ponto

Apesar da eliminação, a análise do desempenho de Borges evidencia sinais claros de evolução. O português mostrou consistência, adaptação ao ritmo do adversário e maturidade mental. Cada set, cada troca longa e cada ponto disputado serviram de treino de resistência e foco, qualidades essenciais para o primeiro Grand Slam da temporada. A experiência adquirida em Auckland, incluindo o momento de interrupção, será um trunfo valioso em Melbourne.

Antes de Auckland, Borges conquistou duas vitórias em Hong Kong, conquistando três triunfos nesta fase da temporada. Estes resultados fortalecem a confiança e permitem-lhe chegar a Melbourne com ritmo competitivo e jogo consolidado. O português parte para o Major com bases sólidas e ambição de se afirmar frente a adversários de topo.

Representação lusa assegurada

Em Melbourne, Borges será o único jogador português com entrada direta no quadro principal de singulares. Jaime Faria poderá juntar-se mais tarde, caso confirme a qualificação, mas a responsabilidade de representar Portugal recai sobre Borges. A consistência demonstrada nos últimos torneios e a experiência adquirida em Auckland dão-lhe confiança para enfrentar o primeiro Major da temporada.

O encontro recorda que, no ténis de alto nível, a margem de erro é mínima. Um ponto mal jogado, um set point desperdiçado ou uma decisão arriscada nos momentos críticos podem alterar todo o desfecho. Borges esteve à altura da exigência, mesmo com a interrupção, mas Spizzirri soube aproveitar cada oportunidade e gerir melhor os momentos decisivos. O maiato não conseguiu defender os 80 pontos que alcançara o ano passado com a presença nas meias-finais.

Rumo ao Australian Open

Agora, Borges segue para Melbourne com confiança, experiência recente e rodado. A interrupção em Auckland testou a sua resiliência, e o português sai com aprendizagem nos detalhes, pronto para se afirmar e representar Portugal com determinação no primeiro Grand Slam da temporada.

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