🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis/Entrar no Mundo das Modalidades
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| A vimaranense foi eliminada em ma hora e 13 minutos. |
O regresso de Francisca Jorge (211.ª no ranking WTA) aos torneios do Grand Slam terminou precocemente. Na madrugada desta
terça-feira, a número um portuguesa não resistiu à belga Greet Minnen (123.ª) e
perdeu por 6-2 e 6-3 na primeira ronda do qualifying do Australian Open.
Após um ano afastada dos principais
palcos do ténis mundial, Kika voltou a Melbourne Park, local da sua estreia em
Grand Slam em 2024, mas não conseguiu ultrapassar a adversária, antiga top 60 e
12.ª cabeça de série do qualifying. A partida revelou-se um verdadeiro teste à
resistência e à experiência da portuguesa, que enfrentou um pequeno “tubarão”
acostumado a jogar nos torneios de maior envergadura.

Kika cumprimenta a sua adversária.
Histórico em Grand Slam

Com 25 anos, Francisca acumula experiência pela quinta vez nos quadros de qualificação dos principais torneios do mundo.
A sua estreia em Grand Slam ocorreu precisamente em Melbourne, em 2024,
e nesse ano participou nos qualifyings de todos os majors. Apesar de nunca
ter alcançado uma vitória. A derrota desta terça-feira prolonga essa
estatística e deixa claro o desafio que continua a enfrentar ao medir-se com
jogadoras do topo do ranking.
A experiência adquirida, porém, não é indiferente. Cada duelo em torneios maiores ensina sobre o ritmo intenso dos Grand Slams e ajuda a gerir a pressão em momentos decisivos.
Também permite compreender melhor como competir em courts amplos e enfrentar condições climáticas variáveis, como a humidade, típicas de Melbourne.
Derrota e consequências
A derrota frente a Minnen termina na
representação feminina de Portugal no Australian Open 2026. A ausência de
vitórias no qualifying reforça a necessidade de acumular mais ritmo competitivo
e experiência internacional para se afirmar entre as melhores jogadoras do
mundo. Apesar disso, a passagem por Melbourne é relevante, oferecendo uma
semana de aprendizagem, de adaptação à rotina de um Grand Slam e de convívio
com alguns dos nomes mais fortes do ténis mundial.
Portugueses em destaque
Com a saída de Kika, a bandeira de Portugal no qualifying fica
a cargo de Jaime Faria e Henrique Rocha. Ambos venceram a ronda inaugural e
aproximam-se de um possível embate nacional na última ronda do qualifying para
acesso ao quadro principal. A atenção portuguesa está focada nestes dois
jovens, que terão a oportunidade de demonstrar consistência e de levar o ténis
luso mais longe na competição.
O percurso de Faria e Rocha é um
incentivo à jovem geração. Apresentam-se mais maduros, com experiência
suficiente para enfrentar adversários fortes e com a ambição de assegurar um
lugar no quadro principal, cenário que promete muita emoção aos fãs portugueses.
Melbourne é um palco exigente. Entre
o calor australiano e a pressão de jogar num Grand Slam, cada ponto é
uma pequena onda que é preciso surfar. Francisca sentiu a força da maré. Faria e Rocha estão a navegar em águas ainda incertas, mas com potencial para
se destacarem. A derrota da vimaranense não apaga o valor da experiência. É como
apanhar sol na praia antes de mergulhar de novo no mar. Cada torneio prepara os
jogadores para o próximo desafio, e a aprendizagem é tão importante quanto as
vitórias.
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