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Nuno Borges vira a página rumo a Auckland

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: ATP Tour

⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos

Lidador sabe dançar este tango.
Lidador é o oitavo cabeça de série na Nova Zelândia.

Continuidade competitiva

O quadro principal do ATP 250 de Auckland foi sorteado na madrugada deste sábado, dando forma ao último grande teste antes do Open da Austrália. Entre os nomes em destaque surge o de Nuno Borges, que regressa ao torneio neozelandês após ter sido semifinalista em 2025 e chega agora embalado pela estreia positiva da temporada em Hong Kong.

O número um português, atual 45.º do ranking mundial, defrontará pela primeira vez na carreira o argentino Tomás Martín Etcheverry, num duelo entre dois jogadores que já figuraram no top 30 da ATP. Um encontro que promete equilíbrio e intensidade, características comuns a ambos, e surge numa fase ainda inicial, mas já exigente, da época.

Antes de Auckland, Borges passou por Hong Kong, onde deixou sinais motivadores no primeiro torneio do ano. Apesar da eliminação nos quartos de final frente a Andrey Rublev, então 16.º mundial, o maiato apresentou um nível competitivo consistente. O Lidador discutiu os ‘sets’ e confirmou a capacidade de competir com jogadores estabelecidos do circuito.

O desempenho em território chinês ganha peso neste início de época, cuja regularidade é determinante. Borges mostrou solidez no serviço, clareza nas trocas de fundo e uma maturidade competitiva que se tem afirmado nos últimos meses, elementos que sustentam a ambição de realizar uma campanha profunda em Auckland.

Desafio argentino

Etcheverry surge como um adversário fisicamente robusto e confortável em trocas longas, ainda que menos experiente em pisos rápidos. O argentino, antigo 27.º mundial, procura reencontrar consistência após um final de época irregular, enquanto Borges entra no encontro com maior continuidade competitiva e boas referências recentes.

Será um confronto inédito no circuito principal, mas com leituras claras: quem conseguir impor o ritmo desde o fundo do court poderá ganhar vantagem num embate, que os detalhes terão peso decisivo.

Nuno Borges conhece quadro principal de Auckland.

Quadro exigente

O ATP 250 de Auckland apresenta novamente um quadro competitivo. Ben Shelton, uma das figuras emergentes do ténis norte-americano, faz a estreia no torneio em 2026, acrescentando potência e imprevisibilidade ao alinhamento. Já Casper Ruud, antigo número dois mundial, pode estrear-se frente a Gaël Monfils, campeão em título, num duelo que cruza gerações e estilos distintos.

O francês regressa a Auckland como defensor do título, enquanto Ruud procura ganhar ritmo competitivo num início de temporada marcado por ajustes técnicos e físicos.

Olhos em Melbourne

Para o maiato, Auckland representa mais do que um torneio isolado. É uma etapa estratégica na preparação para o Open da Austrália, onde voltará a medir-se com a exigência dos quadros principais dos Grand Slam. A experiência acumulada em 2024 e 2025, aliada ao estatuto consolidado no top 50, permite-lhe abordar este arranque de época com ambição controlada.

Depois de Hong Kong, em Auckland haverá uma nova oportunidade para confirmar sinais positivos. O percurso começa agora, mas o português entra em campo com a confiança de quem já sabe competir neste palco.

O quadro de pares também já é conhecido e conta com Francisco Cabral e Lucas Miedler. A dupla luso-austríaca é a segunda da lista de cabeças de série. 


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