🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| Canhão do Jamor, bem oleado, na estreia no Australian Open. |
Recomeço positivo
Jaime Faria iniciou no qualifying do Open da
Austrália com um triunfo, confirmando a afinidade com um torneio em que já viveu momentos marcantes. O tenista português, atual número dois nacional, voltou a
sorrir em Melbourne, num palco que lhe traz boas memórias da época transata.
Em 2025, Faria alcançou a segunda
ronda do quadro principal e destacou-se ao vencer um ‘set’ frente a Novak
Djokovic, recordista de títulos em Grand Slam. O regresso ao Australian Open
surge agora num contexto diferente, mas com a mesma exigência competitiva que
caracteriza a fase de qualificação.
Duelo
equilibrado
No encontro da primeira ronda do
qualifying, disputado esta segunda-feira, o Canhão do Jamor superou o croata
Luka Mikrut, vencedor do Braga Open, num duelo marcado pelo equilíbrio
e pela gestão dos momentos decisivos. Os parciais de 7-6 (2) e 7-5 refletem um
encontro resolvido nos detalhes, com o português mais eficaz nos pontos
importantes.
Ao longo da partida, Faria
mostrou solidez no serviço e capacidade de manter a compostura em jogos mais
longos, evitando ceder terreno em fases críticas do encontro. Com picos de
215 km/h no serviço, o número dois nacional foi eficaz nos pontos jogados com o
primeiro serviço, vencendo 31 em 39, e destacou-se também na resposta, com 39%
de eficácia. Ao todo, assinou 26 winners e cometeu 28 erros não
forçados. Como geriu o tie-break do primeiro ‘set’, acabou por ser
determinante para ganhar confiança e fechar o encontro em dois parciais. No
segundo parcial ainda se assustou com a desvantagem de 5-3. Porém, manteve-se
calmo e encerrou o encontro com quatro jogos consecutivos vitoriosos.
Próximo desafio
Com este triunfo, Jaime Faria
garantiu a presença na segunda ronda do qualifying, onde vai defrontar o libanês
Benjamin Hassan, atual 259.º do ranking ATP. O adversário ultrapassou o
alternate croata Matej Dodig, chamado a substituir o alemão Yannick Hanfmann,
inicialmente designado como primeiro cabeça de série da fase de qualificação.
O encontro representa mais um teste exigente num quadro em que as margens são reduzidas e a consistência se revela decisiva. Para Faria, trata-se de repetir o desempenho da ronda inaugural e procurar novo triunfo no qualifying.
Caminho apertado
O qualifying do Open da Austrália
apresenta ainda um cenário particular para o ténis português. Faria e Rocha
estão colocados na mesma secção do quadro, o que significa que apenas um poderá
alcançar o quadro principal de singulares, caso ambos atinjam a terceira e
última ronda.
Nuno Borges já tem entrada direta assegurada, mas a possibilidade de juntar mais um nome português ao quadro principal dependerá do desfecho deste percurso exigente. Para o lisboeta, o foco mantém-se jogo a jogo, num torneio em que já demonstrou capacidade para competir no mais alto nível.
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