🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| Classe do portuense levou-o à segunda ronda do qualifying do Australian Open. |
Rocha não desliza
Henrique Rocha iniciou o Open da Austrália com um
triunfo seguro na fase de qualificação, deixando um primeiro sinal positivo num
dos palcos mais exigentes do ténis mundial. O jovem português, atual número
três nacional, superou o brasileiro João Reis da Silva num encontro controlado
desde os primeiros jogos, evidenciando consistência e maturidade competitiva
num contexto tradicionalmente desafiante.
Conhecido como Happy Slam,
o primeiro Grand Slam da temporada representa o verdadeiro arranque do
calendário para muitos jogadores fora da elite. Nestes quadros, cada encontro
assume particular importância, não apenas pela qualificação, sobretudo, pela
necessidade de ganhar ritmo e confiança logo nas primeiras semanas do ano. Para
Rocha, a estreia serviu precisamente esse propósito.
Resposta imediata
Após um desaire no ATP Challenger de
Camberra, Rocha apresentou-se em Melbourne com uma abordagem
pragmática e eficaz. Precisou de 1 hora e 18 minutos para fechar o encontro com
os parciais de 6-2 e 6-4, sustentado por um serviço consistente e por uma
leitura clara do jogo do adversário.
O português registou uma elevada
percentagem de primeiros serviços, fator determinante para controlar os pontos
desde o início, mas foi, sobretudo, na forma como respondeu ao serviço do
brasileiro que construiu a diferença. Ao longo do encontro, mostrou capacidade de entrar nos jogos de resposta e pressionar nos momentos certos, evitando
oscilações que tantas vezes penalizam jogadores nas fases preliminares de Grand
Slam.
Contexto
exigente
Aos 21 anos, o portuense continua a
trilhar um percurso que exige regularidade e capacidade de adaptação. A fase de
qualificação do Open da Austrália é, historicamente, uma das mais competitivas
do circuito, reunindo jogadores experientes e jovens em afirmação, todos à
procura de um lugar no quadro principal.
O próximo desafio será diante do argentino Marco Trungelliti, atual 130.º do ranking mundial. Aos 35 anos, o
sul-americano alia experiência a um estilo de jogo sólido, capaz de explorar
momentos de menor concentração do adversário. Um eventual triunfo colocará
Rocha a discutir o acesso ao quadro principal de singulares.
Presença portuguesa
Portugal já conta com representação
direta em Melbourne. Nuno Borges garantiu entrada direta no quadro
principal de singulares, confirmando o seu estatuto entre os jogadores
portugueses mais consistentes do circuito. Francisco Cabral, por sua vez, tem
presença assegurada na prova de pares, reforçando a visibilidade nacional num
torneio maior.
A possibilidade de juntar mais um
nome português ao quadro principal de singulares daria maior expressão à
participação nacional e permitiria a Henrique Rocha medir a sua evolução num
palco de máxima exigência competitiva.
Passo a passo
Sem projeções excessivas, o foco
imediato é manter o nível exibido na estreia. Em Melbourne, cada
encontro exige concentração total, sobretudo para quem disputa o qualifying, em que as margens de erro são reduzidas.
Rocha deu o primeiro passo com
segurança. O caminho continua exigente. No entanto, o arranque deixa sinais
claros de crescimento competitivo e de capacidade para responder em contextos
de maior pressão.

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