Frederico Silva: “Custa mais perder aqui”
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| Caldense teve várias oportunidades de fechar o encontro. |
A final que ficou por
jogar no Jamor
Esteve a cinco match points de
jogar uma final histórica em casa, mas saiu do Jamor com um sabor agridoce.
Frederico Silva assumiu que o peso de competir perante o público português
tornou a eliminação ainda mais dura e explicou o momento em que tudo mudou no
Indoor Oeiras Open.
O peso de jogar em
casa!
O caldense deixou escapar a
oportunidade de disputar, pela primeira vez, uma final Challenger em Portugal e
não escondeu a frustração no rescaldo da derrota nas meias-finais do Indoor
Oeiras Open. No Jamor, onde contou com apoio constante desde o primeiro ponto,
o português esteve a um passo de um feito inédito, mas acabou travado após
desperdiçar cinco match points frente ao estónio Daniil Glinka.
“Ser uma meia-final em casa, com o
acesso à final no Jamor em jogo, acaba por custar mais do que ser noutro
sítio”, admitiu o
jogador de 30 anos. “No meu caso, acontecem mais vezes eu salvar match
points e depois ganhar o encontro do que propriamente tê-los e
desperdiçá-los. Por isso, este encontro custa ainda mais.”
Uma vantagem clara
O desfecho foi particularmente duro
tendo em conta o domínio exercido por Frederico Silva durante grande parte do
encontro. Após vencer o primeiro ‘set’ por 6-4, o português voltou a assumir o
controlo no segundo parcial e colocou-se a servir para a vitória, num Jamor
expectante.
Seguiram-se cinco match points
— dois no serviço e três na resposta — que acabariam por marcar o ponto de
viragem do encontro e mudar o rumo da partida.
O momento da viragem
“Foi um dos encontros da minha
carreira em que tive mais oportunidades para o fechar”, reconheceu. “Faltou-me um serviço
melhor naquela fase. Eu estava bem, estava por cima do jogo, e ele estava com
dificuldades para encontrar soluções para como jogava do fundo do campo.”
A incapacidade de colocar primeiros
serviços acabou por libertar o adversário, permitindo ele arriscar mais nos
pontos decisivos.
Mérito do outro lado
Glinka, até então em dificuldades,
respondeu com agressividade crescente e acabou por virar o encontro, impondo-se
por 4-6, 7-5 e 6-4. Frederico Silva não hesitou em reconhecer o mérito do
estónio.
“Não é fácil ter tantos match points
contra e soltar-se completamente para jogar daquela forma. Jogou esses pontos
com uma agressividade muito alta e merece crédito por isso”, sublinhou.
Um objetivo adiado
A eliminação no Jamor adiou um
objetivo que o português persegue há várias épocas. Silva é o jogador nacional com mais finais de
singulares da história. Soma 41 decisões e 20 títulos conquistados. Ainda
assim, continua à procura do primeiro troféu no ATP Challenger Tour, após quatro finais perdidas.
Em Oeiras, o objetivo passava a ser chegar a uma final quase três anos depois, algo que acabou por não se concretizar.
Apesar da desilusão, o balanço da
semana não é feito apenas de frustração. O nível exibido diante de um adversário
melhor classificado voltou a confirmar a competitividade do português nesta
fase da carreira.
Encerrada a campanha no Jamor, Silva
prepara agora uma mudança de cenário. O próximo destino será a Índia, onde
planeia disputar uma sequência de “três, quatro
ou cinco” torneios Challenger.
O objetivo é claro: ganhar ritmo competitivo, somar pontos e chegar aos Grand Slam, já no qualifying de Roland Garros. A final ficou por jogar em Oeiras, mas a ambição continua intacta.
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