Frederico Silva chegou à primeira sexta-feira do ano em Oeiras
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
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| Frederico Silva operou uma reviravolta frente ao segundo favorito do torneio. |
Sexta-feira como destino
No circuito Challenger, a sexta-feira
é mais do que um dia da semana. É o território reservado aos oito resistentes. Frederico
Silva conquistou-a pela primeira vez em 2026. Após três horas e um minuto de
batalha intensa, o português assegurou a presença nos quartos de final do
Indoor Oeiras Open 2, transformando memórias difíceis num ponto de viragem.
O número quatro nacional, 265.º do
ranking ATP, derrotou o lituano Vilius Gaubas (129.º), segundo cabeça de série,
por 5-7, 7-6 (4) e 7-5, vingando dois desaires anteriores frente a um
adversário que lhe guardava recordações infelizes.
Memórias para ajustar contas
As anteriores batalhas entre ambos
haviam sorrido a Gaubas, no Oeiras Open 3 de 2024 e no Lisboa Belém Open, em
setembro. Nesse último torneio, o lituano embalou para o
terceiro título Challenger da carreira, semanas antes de voltar a discutir, um
troféu em Portugal.
Desta vez, o Jamor serviu de palco
para um desfecho diferente. O nativo das Caldas da Rainha reescreveu a história
e fechou um capítulo que se arrastava há mais de um ano.
O terceiro ‘set’ foi um autêntico
braço de ferro ou uma batalha entre dois gladiadores. Silva esteve em
desvantagem por 5-3 e viu o adversário servir para fechar o encontro a 5-4. Nos
momentos mais delicados, respondeu com coragem, clareza e poucos erros,
escapando pelo buraco da agulha.
Quando voltou a assumir o comando do
encontro, não vacilou e fechou a vitória com autoridade mental.
Percalços pelo caminho
O encontro podia ter terminado mais
cedo. Silva cedeu um break de vantagem no primeiro ‘set’ e liderou
por 4-2 no segundo, chegando mesmo a servir a 6-5. O percurso até à sexta-feira
não foi linear, mas foi resiliente.
Mesmo com obstáculos, o português chegou a bom porto e assinou o maior triunfo da carreira, considerando o ranking adversário, desde julho de 2023.
Apesar de ter estado mais vezes à
beira da derrota, Kiko acabou por ser superior nos detalhes. Criou mais break
points (12 contra 9), venceu mais pontos na resposta (46 contra 40) e foi
mais eficaz na execução do primeiro serviço.
Numa maratona decidida à margem,
esses números acabaram por fazer a diferença.
O português alcança os quartos de final pela
quarta vez num torneio do ATP Challenger Tour disputado em Portugal. Na época
passada, chegou às meias-finais da CT Porto Cup, numa categoria em que soma
quatro finais ao longo da carreira.
A consistência em solo nacional volta a ser um fator decisivo no seu percurso.
Nos quartos de final, o português terá pela frente o russo Ivan Gakhov (263.º), vencedor diante do alemão Mats Rosenkranz (327.º) por 6-4 e 7-6 (2). O confronto direto está empatado, com duas vitórias para cada lado, incluindo um triunfo de parte a parte em hard courts.
Frederico Silva venceu os dois
encontros mais recentes entre ambos, na época passada e decididos
em três sets, deixando antever mais um duelo exigente.
Na sexta-feira, ficam apenas os que
resistem. Silva já lá está e quer mais.
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Oeiras Open 2
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