Francisco Rocha: “Ganhar o Nacional seria um rebuçadinho para fechar o ano”
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
Emoção na meia-final
Após a vitória surpreendente sobre
Jaime Faria na meia-final, Francisco Rocha falou sobre a emoção e intensidade dos
pontos decisivos:
“Provavelmente esses são os pontos
que mais gosto de jogar porque sempre gostei de remontadas. Esta vitória foi
muito bonita”, proferiu,
lembrando os momentos em que salvou match points e manteve a calma sob pressão.
Francisco detalhou como estudou
minuciosamente o adversário, especialmente o serviço, considerado o ponto mais
forte de Faria:
“Conheço-o muito, muito bem, por isso
sabia mais ou menos quais eram os spots que ele ia escolher”, afirmou, destacando a importância
da experiência prévia.
Ele também reconheceu que nem tudo
podia ser previsto, mostrando atenção aos detalhes:
“Obviamente não sabes sempre para
onde vai servir, mas sabia muitas vezes porque já o vi fazer milhares de
serviços e sei como lida com certas situações”, explicou.
Francisco ainda enfatizou a
estratégia de pressão constante sobre o rival:
“Sabia que tinha de meter muitas
respostas dentro porque quanto mais confortável ele se sente nos jogos de
serviço, mais perigoso se torna e por isso tentei sempre os tornar difíceis
para ele sentir uma pressão no resultado. E correu bem”, sublinhou.
Francisco refletiu sobre a sua
primeira final e como a experiência moldou a sua abordagem atual:
“Não soube lidar com as emoções da
minha primeira final. O Fábio [Coelho] jogou bem, mas não soube lidar com as
emoções de querer ser campeão nacional”, revelou. “Só a partir dos 18 anos é que comecei a
ter algum valor para ser campeão nacional porque até lá não era bom o
suficiente”, prosseguiu.
“Então, quando finalmente joguei a
minha primeira final, as emoções eram demasiado incontroláveis. Queria muito,
muito, muito e acho que com a maturidade que ganhei pelo meu crescimento já não
me sinto dessa forma. Quero ganhar, mas se não conseguir a vida vai continuar e
tenho de dar mérito a quem estiver do outro lado”, explicou.
Objetivo claro
Para Francisco, a final representa
justiça pessoal e reconhecimento pelo esforço do ano:
“Foi melhor durante o ano todo,
apesar de não ter feito uma final como fiz no ano passado no ITF do Monte
Aventino. Essa final deu-me muitos pontos, mas este ano estive sem dúvida
melhor de nível, fiz melhores encontros e tive melhores vitórias. Senti-me
melhor em termos físicos e emocionais, mas isso não se traduziu em pontos e por
isso foi um bocadinho injusto. Ganhar o Campeonato Nacional seria um
rebuçadinho para me sentir melhor neste final de 2025”, afirmou, mostrando que o título
seria a consagração de um ano de evolução.
Preparação mental
Francisco enfatizou a importância do
foco e da concentração na final:
“Quero fazer justiça comigo próprio e
terminar o ano de forma positiva. Vou dar o meu máximo e fazer com que cada
ponto conte”,
afirmou, destacando sua determinação e disciplina mental.
Rocha também lembrou que cada ponto
deve ser encarado com atenção máxima:
“A maturidade que ganhei com os anos e com cada jogo difícil me permite não entrar em pânico. Sei lidar com pressão, com erros e com momentos complicados. Isso faz toda a diferença em finais”, declarou, mostrando resiliência e controle emocional.
Estratégia e detalhes
técnicos
Francisco explicou a importância de
cada decisão tática, desde o posicionamento até a escolha de golpes:“Cada ponto que joguei na meia-final
foi pensado. Desde onde me posicionava para devolver até como forçar o
adversário a cometer erros. O detalhe faz a diferença e é isso que treino diariamente”, afirmou,
destacando a disciplina e atenção aos detalhes.“Não é só bater forte, é perceber o
adversário, antecipar e reagir de forma inteligente. Isso me dá vantagem e
permite controlar o ritmo do jogo”, revelou.
Motivação pessoal
Francisco revelou a importância da
final para seu crescimento pessoal e profissional:
“Ganhar o Campeonato Nacional seria a
coroação de um ano inteiro de esforço, dedicação e superação. Mais do que um
troféu, seria a confirmação de que todo o trabalho duro valeu a pena,”
Rocha destacou também que a experiência
e aprendizagem valem mais que o resultado:
“Se ganhar, será incrível. Se não
ganhar, levarei aprendizagem e experiência para o próximo ano. O mais
importante é continuar evoluindo como jogador e como pessoa”, completou.
Expectativa para a final
O portuense demonstrou confiança para
enfrentar Tiago Torres, adversário jovem e talentoso:
“Sei que a final será equilibrada,
que o adversário é ótimo, mas estou preparado. Darei o meu máximo, ponto a
ponto, e lutar até ao último”, afirmou, mostrando determinação.
“Quero fazer justiça comigo próprio e
terminar o ano da melhor forma possível. Cada ponto será uma oportunidade de
mostrar que estou preparado para grandes desafios”, finalizou.

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