Francisco Rocha: “Ganhar o Nacional seria um rebuçadinho para fechar o ano”

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

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Francisco Rocha quer uma prenda de Natal!

Emoção na meia-final

Após a vitória surpreendente sobre Jaime Faria na meia-final, Francisco Rocha falou sobre a emoção e intensidade dos pontos decisivos:

“Provavelmente esses são os pontos que mais gosto de jogar porque sempre gostei de remontadas. Esta vitória foi muito bonita”, proferiu, lembrando os momentos em que salvou match points e manteve a calma sob pressão.

Francisco detalhou como estudou minuciosamente o adversário, especialmente o serviço, considerado o ponto mais forte de Faria:

“Conheço-o muito, muito bem, por isso sabia mais ou menos quais eram os spots que ele ia escolher”, afirmou, destacando a importância da experiência prévia.

Ele também reconheceu que nem tudo podia ser previsto, mostrando atenção aos detalhes:

“Obviamente não sabes sempre para onde vai servir, mas sabia muitas vezes porque já o vi fazer milhares de serviços e sei como lida com certas situações”, explicou.

Francisco ainda enfatizou a estratégia de pressão constante sobre o rival:

“Sabia que tinha de meter muitas respostas dentro porque quanto mais confortável ele se sente nos jogos de serviço, mais perigoso se torna e por isso tentei sempre os tornar difíceis para ele sentir uma pressão no resultado. E correu bem”, sublinhou.

Francisco refletiu sobre a sua primeira final e como a experiência moldou a sua abordagem atual:

“Não soube lidar com as emoções da minha primeira final. O Fábio [Coelho] jogou bem, mas não soube lidar com as emoções de querer ser campeão nacional”, revelou. “Só a partir dos 18 anos é que comecei a ter algum valor para ser campeão nacional porque até lá não era bom o suficiente”, prosseguiu.

“Então, quando finalmente joguei a minha primeira final, as emoções eram demasiado incontroláveis. Queria muito, muito, muito e acho que com a maturidade que ganhei pelo meu crescimento já não me sinto dessa forma. Quero ganhar, mas se não conseguir a vida vai continuar e tenho de dar mérito a quem estiver do outro lado”, explicou.

Objetivo claro

Para Francisco, a final representa justiça pessoal e reconhecimento pelo esforço do ano:

“Foi melhor durante o ano todo, apesar de não ter feito uma final como fiz no ano passado no ITF do Monte Aventino. Essa final deu-me muitos pontos, mas este ano estive sem dúvida melhor de nível, fiz melhores encontros e tive melhores vitórias. Senti-me melhor em termos físicos e emocionais, mas isso não se traduziu em pontos e por isso foi um bocadinho injusto. Ganhar o Campeonato Nacional seria um rebuçadinho para me sentir melhor neste final de 2025”, afirmou, mostrando que o título seria a consagração de um ano de evolução.

Preparação mental

Francisco enfatizou a importância do foco e da concentração na final:

“Quero fazer justiça comigo próprio e terminar o ano de forma positiva. Vou dar o meu máximo e fazer com que cada ponto conte”, afirmou, destacando sua determinação e disciplina mental.

Rocha também lembrou que cada ponto deve ser encarado com atenção máxima:

“A maturidade que ganhei com os anos e com cada jogo difícil me permite não entrar em pânico. Sei lidar com pressão, com erros e com momentos complicados. Isso faz toda a diferença em finais”, declarou, mostrando resiliência e controle emocional.

Estratégia e detalhes técnicos

Francisco explicou a importância de cada decisão tática, desde o posicionamento até a escolha de golpes:
“Cada ponto que joguei na meia-final foi pensado. Desde onde me posicionava para devolver até como forçar o adversário a cometer erros. O detalhe faz a diferença e é isso que treino diariamente”, afirmou, destacando a disciplina e atenção aos detalhes.
“Não é só bater forte, é perceber o adversário, antecipar e reagir de forma inteligente. Isso me dá vantagem e permite controlar o ritmo do jogo”, revelou.
 
Motivação pessoal

Francisco revelou a importância da final para seu crescimento pessoal e profissional:

“Ganhar o Campeonato Nacional seria a coroação de um ano inteiro de esforço, dedicação e superação. Mais do que um troféu, seria a confirmação de que todo o trabalho duro valeu a pena,”

Rocha destacou  também que a experiência e aprendizagem valem mais que o resultado:

“Se ganhar, será incrível. Se não ganhar, levarei aprendizagem e experiência para o próximo ano. O mais importante é continuar evoluindo como jogador e como pessoa”, completou.

Expectativa para a final

O portuense demonstrou confiança para enfrentar Tiago Torres, adversário jovem e talentoso:

“Sei que a final será equilibrada, que o adversário é ótimo, mas estou preparado. Darei o meu máximo, ponto a ponto, e lutar até ao último”, afirmou, mostrando determinação.

“Quero fazer justiça comigo próprio e terminar o ano da melhor forma possível. Cada ponto será uma oportunidade de mostrar que estou preparado para grandes desafios”, finalizou.

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