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Associação de Ténis de Lisboa solicita auditoria à Federação Portuguesa de Ténis

  🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Direitos Reservados

⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos

Raquete de ténis simboliza auditoria solicitada à FPT pela Associação de Ténis de Lisboa.
A bola está presentemente na mão do IPDJ. 

A Associação de Ténis de Lisboa (ATL), a mais antiga de ténis do país, submeteu ao Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) um requerimento para a realização de uma auditoria contabilística, financeira e administrativa à Federação Portuguesa de Ténis (FPT), que este ano celebra o seu centenário.

Cem anos de história, de clubes, courts e atletas, agora marcados por um pedido formal de escrutínio institucional. A iniciativa surge para assegurar que os princípios de legalidade, ética e transparência, essenciais à gestão de uma modalidade desportiva com forte presença nacional, se mantenham inabaláveis.

Indícios de irregularidades apontados

Segundo o documento, o processo baseia-se em “indícios de múltiplas irregularidades identificadas, principalmente ao nível da governança e gestão, transparência e prestação de contas, utilização de recursos públicos, gestão financeira, política de integridade e prevenção de conflitos de interesse.”

Estes indícios, ainda que formais, conferem ao pedido um tom de alerta sobre a importância de manter os mecanismos de controle e supervisão em funcionamento. Trata-se de um lembrete de que, assim como cada ponto no court se disputa com precisão, também a administração de uma federação exige atenção cuidadosa e escrupulosa.

Objetivo do pedido

A ATL explica que a iniciativa visa “salvaguardar o interesse público, os princípios da legalidade, ética e transparência, conforme estabelecido na legislação aplicável ao desporto nacional e a bem do desenvolvimento desta modalidade desportiva.”

Em essência, é um gesto de cuidado institucional, lembrando que a confiança no desporto depende não somente do talento e da dedicação dos atletas, mas também da integridade das organizações que o regem. O pedido evidencia a necessidade de que o centenário da Federação seja marcado não somente pela memória, mas também pela transparência no presente e pela solidez na gestão do futuro.

Procedimento e tutela

O requerimento encontra-se agora sob análise do IPDJ, que terá a responsabilidade de decidir, nos termos legais, se procede à auditoria solicitada. A submissão do pedido não constitui prova de irregularidade nem implica nenhuma conclusão sobre a atuação da Federação Portuguesa de Ténis. É, antes, um mecanismo formal de escrutínio institucional previsto na legislação do desporto nacional.

Enquanto o processo decorre, o ténis mantém a sua atividade regular em clubes e competições, preservando a rotina de treinos e torneios que alimenta a paixão dos atletas e a dedicação das famílias que acompanham a modalidade.

A bola está agora no lado do IPDJ, e o país desportivo aguarda com atenção o próximo movimento.

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