Avançar para o conteúdo principal

Ténis em ascensão: 25 milhões no court nos EUA contra o vento forte do Pickleball!

                                                                Por António Vieira Pacheco

Créditos: Direitos Reservados. Ténis é aquela máquina.

O renascer da raqueta: ténis vibra nos Estados Unidos

Em pleno século XXI, num mundo veloz e disperso, o ténis ergue-se como um poema em movimento.

Em 2024, mais de 25,7 milhões de americanos escolheram a raqueta como extensão do corpo e da alma.

Num tempo em que o pickleball sobe em fúria como uma nova maré, o ténis responde com elegância: cresce, floresce, e conquista corações — pelo quinto ano consecutivo.

A Associação de Ténis dos Estados Unidos (USTA) partilhou os dados como quem revela uma sinfonia: um em cada doze americanos deu o seu serviço, devolveu bolas à rede invisível do tempo e dançou entre as linhas do court.

É uma história de paixão silenciosa, contada com suores nos treinos e aplausos no jogo.

Uma meta no horizonte: 35 milhões em 2035

A popularidade de uma modalidade que aumenta todos os anos.
Créditos: Direitos Reservados. O ténis atrai também multidões, sendo praticado nos cinco continentes. 

No coração desta narrativa está Lew Sherr, o rosto e voz da USTA, que traça uma ambição com tinta bem firme: 35 milhões de jogadores até 2035.

“É possível”, afirmou otimista, “e, sem dúvida alguma, ao nosso alcance”, rematou.

Para que o sonho se materialize, chegam promessas concretas: 10 milhões de dólares em 2025 serão investidos na terra batida e nos pisos duros de todo o país — para construir, renovar e ampliar os campos onde tudo acontece.

Em 2024, foram 1,2 milhões. Agora, o compromisso é maior, o horizonte mais claro.

Juventude e diversidade: o novo rosto do ténis

A juventude segura a tocha. 45% do crescimento veio de jogadores com menos de 25 anos, e mais de 60% dos novos praticantes têm menos de 35.

A raqueta passa de mão em mão, de geração em geração — com alma.

E há mais cor nas bancadas e nos courts:

  • A participação cresceu 26% entre jogadores negros;
  • 15% entre hispânicos;
  • E os idosos — os sábios do jogo — aumentaram 17%, provando que o ténis é vitalício, como um poema que nunca se esgota.

Pickleball: o rival que inspira

Do outro lado do campo, o pickleball cresce com demasiada força. De quase nada, chegou a 13 milhões de jogadores em somente três anos.

É rápido, é novo, é social. Mas o ténis, com o seu silêncio entre os pontos e o eco das pancadas limpas, continua a ser o desporto que ensina paciência, estratégia e arte.

Não há guerra aqui, apenas coexistência. E talvez, como na música, haja lugar para mais de uma melodia.

O court do futuro

A USTA vê mais do que números. Observa comunidades a reencontrarem-se, jovens a moverem-se com o sorriso estampado no rosto, gerações a conviverem.

Com a ajuda dos dados da National Golf Foundation, o ténis prova que ainda é atual, vivo — moderno sem esquecer as suas raízes.

O court é sempre o palco das atenções. A bola, a batida sonora.

E o ténis, esse jogo de precisão e paixão, prepara-se para uma nova era de ouro.



Comentários

Mensagens populares deste blogue

André Carreiras: precisão e disciplina nas mesas e na vida

🖋️ Por:   António Vieira Pacheco 📸   Créditos:  Direitos Reservados ⏱️  Tempo de leitura: 5  minutos André tem um percurso exemplar nos estudos, conciliando com o desporto. Influência de Viana do Castelo e do mar André Carreiras, 20 anos, natural de Viana do Castelo, atleta de ténis de mesa, carrega consigo a harmonia que se encontra entre o mar e o vento da sua cidade natal. Desde cedo, a ligação com o oceano moldou o caráter e a forma de encarar desafios. O contacto diário com o mar transmitiu-lhe paciência, constância e resiliência. Essas qualidades mostraram-se essenciais tanto no desporto quanto nos estudos. “Viana do Castelo deu-me um certo equilíbrio entre humildade e ambição. É uma cidade calma, onde o trabalho conta mais do que o barulho. No ténis de mesa e nos estudos isso traduziu-se em disciplina e foco desde cedo”, sublinha.  Crescer junto ao oceano ajudou-o a compreender a importância da persistência. “O oceano ensina paciência, respeit...

Diogo Glória: “Não devemos tentar vencer o medo, mas usá-lo como alavanca”

  🖋️ Por:   António Vieira Pacheco 📸   Créditos:  Direitos Reservados/Federação Portuguesa de Badminton ⏱️  Tempo de leitura:  6   minutos Diogo Glória adora estar no recinto de jogo. O percurso até ao recinto Na véspera do Campeonato Nacional de Badminton absoluto, onde é um dos principais candidatos ao título,  Diogo Glória  recebeu o   Entrar no Mundo das Modalidades  para uma conversa sobre o jogo, a mente e os sonhos que o movem. Com somente 23 anos, o atleta natural de Peniche representa a equipa algarvia CHE Lagoense e concilia o desporto de alta competição com o curso de medicina. Entre raquetes, volantes e horas de treino — visíveis e invisíveis —, o jovem atleta partilha a sua visão sobre o jogo, a mente e os sonhos que o movem. Entrar no Mundo das Modalidades (EMM)   — Como o badminton entrou na sua vida — foi amor à primeira raquete ou uma paixão que cresceu com o tempo? Diogo ...

Telma Santos: A rainha do badminton

🖋️ Por:  António Vieira Pacheco 📸   Créditos:  Arquivo de Telma Santos  🎥   Créditos  RTP e João Boto ⏱️  Tempo de leitura:  6   minutos Telma Santos esteve presente em duas edições dos Jogos Olímpicos. No mosaico do desporto português, há nomes que brilham por resultados e outros por legado. Telma reúne ambos.  Natural de Peniche — cidade onde o mar molda a paisagem e o carácter — carrega no peito a força da sua terra.  Neste 42.º aniversário, o  Entrar no Mundo das Modalidades  presta-lhe homenagem com este retrato da sua jornada. Mais do que uma atleta, um símbolo Ela jogava, nós vibrávamos! Suor e boa disposição! Telma Santos continua a manter a forma. Quando jogava, o público vibrava com as suas jogadas, com suor e com boa disposição.  Ex-atleta olímpica, representou Portugal nos Jogos de Londres, em 2012, e Rio de Janeiro, em 2016.  Hoje, é selecionadora nacional, liderando com a mesma paixão...