Avançar para o conteúdo principal

Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Portugal passeia em Santa Tecla na Taça Davis

      🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 18 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM    Portugal terminou o primeiro dia em Santa Tecla com uma vantagem de 2-0 sobre El Salvador. Nuno Borges confirmou o favoritismo e Jaime Faria conseguiu finalmente a primeira vitória em singulares pela Seleção na Taça Davis. O primeiro objetivo estava definido antes da eliminatória começar: Portugal tinha de sair de Santa Tecla na frente. Saiu melhor do que isso. Nuno Borges e Jaime Faria ganharam os dois primeiros singulares, ambos em dois sets, e colocaram El Salvador numa situação delicada antes do segundo dia. O ambiente da Taça Davis esteve lá — bancadas e camarotes repletos, vuvuzelas e o apoio constante ao conjunto da casa — mas Portugal não permitiu que esse fator tivesse influência. Foram duas vitórias portuguesas. E nenhuma delas chegou ao terceiro set. Borges fez o que se esperava Diego Duran tinha o público a apoiá-lo e uma op...

Francisco Rocha: “Faltou ter mais encontros a este nível”

                                                              Por António Vieira Pacheco

Portuense analisou o encontro de acesso ao quadro principal.
Créditos: FPT. Portuense analisa o que falhou para vencer na ronda de acesso ao quadro principal.

                                Ali tão perto, Francisco Rocha

Francisco Rocha voltou a estar perto. Tão perto que já se podia ouvir o som das palmas no quadro principal do Oeiras Open 5. Tal como no Estoril, há duas semanas, o marcador contou uma história cruelmente semelhante. No entanto, houve progresso — invisível talvez para os olhos apressados, mas claro para quem vê o ténis como um processo.

Entre ‘sets’ e segundas hipóteses

Na sala de imprensa, o português de 26 anos foi sincero: “Faltou ter mais encontros a este nível”. Liderou por 5-3 no primeiro ‘set’, chegou a ter ‘set’ point no tiebreak, e estava à frente por 4-2 no segundo. Mas o neerlandês Ryan Nijboer foi mais regular. “O meu melhor nível foi melhor que o dele, mas o meu pior foi pior. E isto são 2h20 de jogo…”, explicou.

São estes os detalhes que decidem destinos no ténis de alta competição. Francisco Rocha reconheceu que o adversário colocou uma bola a mais nos momentos importantes — e isso, por agora, fez a diferença.

Um jogo nos seus termos

“Fui à procura das coisas corretas e a longo prazo é assim que vou ter mais vitórias”, disse, sublinhando a importância de jogar com intenção, com identidade. Mesmo fora do quadro principal, Francisco Rocha mostrou que está cada vez mais perto de lá pertencer. Como ele próprio frisou, “só tenho coisas boas a tirar” desta semana no Jamor.

O irmão mais novo, espécie de treinador improvisado, foi pilar emocional e técnico. E esta caminhada, mesmo com paragens amargas, foi uma vitória na continuidade.

O caminho não se apressa

Francisco mantém a fé na construção paciente. “Também seria injusto querer tudo de repente”, refletiu. Agora, segue-se uma pausa, antes de rumar aos interclubes na Alemanha e Itália, não só para jogar, mas também para equilibrar as contas. Depois, voltar-se-á aos torneios ITF na Europa, e só mais tarde ao regresso a solo português.

Foi mais uma página de crescimento, escrita com suor e consciência.
Continue a acompanhar estas histórias reais e emotivas no Entrar no Mundo das Modalidades.

Comentários