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Dois navegadores portugueses fazem história em Roland Garros

                                                                Por António Vieira Pacheco

Quem trava Nuno Borges e Henrique Rocha em Roland Garros?
Créditos: Direitos Reservados. Portugueses dão cartas no palco de Roland Garros.

Borges confirma, Rocha surpreende

Dois dias após celebrar a inédita passagem de dois representantes à segunda ronda de Roland Garros, o ténis português volta a sorrir. Com as vitórias seguintes de Nuno Borges e Henrique Rocha, Portugal celebra, pela primeira vez na história, a presença de dois jogadores nacionais na terceira ronda do mesmo torneio do Grand Slam.

Para Nuno Borges, este é mais um marco numa carreira em crescendo. É já a quarta vez que o número um português atinge, pelo menos, a terceira ronda de um Major. Com um estilo sólido e mentalidade fria, Borges continua a afirmar-se como o mais regular dos nossos representantes no circuito internacional.

Do outro lado, Henrique Rocha protagoniza uma história diferente, mas não menos impressionante. Com somente 21 anos, vindo da fase de qualificação, Rocha chegou ao quadro principal pela primeira vez — e não ficou por aí. Com cinco vitórias acumuladas, chegou à terceira ronda logo na estreia num torneio do Grand Slam.

Um feito raro e memorável

Com este resultado, Henrique Rocha torna-se somente no quarto homem português a alcançar a terceira ronda de um Major. Junta-se assim a Frederico Gil (que o conseguiu uma vez), João Sousa (recordista com oito presenças) e o próprio Nuno Borges.

O ténis português vê assim reforçada não só a sua presença nos grandes palcos, mas também a sua capacidade de competir ao mais alto nível. A diversidade de estilos, o amadurecimento competitivo e o espírito combativo dão frutos — e o pó de tijolo de Paris guarda-os como memórias históricas.

Portugal afirma-se no Grand Slam francês

Mais do que um número ou estatística, esta dupla presença lusa entre os 32 melhores de Roland Garros representa um momento de viragem. Nunca dois portugueses haviam ido tão longe juntos, no mesmo Grand Slam. Agora, esse feito pertence a Borges e Rocha — nomes diferentes, gerações distintas, mas uma ambição comum: levar o nome de Portugal mais alto no ténis mundial.

 


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