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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

36ª ASA Classic Race levou 170 cicloturistas à estrada: o ciclismo não vive só de competição

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 20 de setembro 2026 · 📸 Revista Notícias do Pedal · ⏱️4 min · 🌱EMM     Cerca de 170 cicloturistas pedalaram. Sem pódios, sem segundos para discutir e sem a obsessão pela classificação. Apenas uma bicicleta, uma estrada e uma ideia de ciclismo que continua a resistir. O ciclismo português habituou-se a contar vencedores. Quem ganhou a etapa, quem atacou, quem perdeu tempo, quem chegou primeiro. Mas a modalidade não se resume a isso. Há também quem pedale sem classificação, sem pódio e sem outra recompensa, apenas para ter o prazer de estar na estrada. Mas há um ciclismo que não cabe numa classificação. No domingo, na Amadora, cerca de 170 pessoas voltaram a lembrar isso. A 36.ª edição do Passeio de Cicloturismo ASA Classic Race, organizado pelo Grupo de Cicloturismo Estrelas da Amadora, colocou bicicletas na estrada. Não para decidir um campeão, mas para recuperar o que parece cada vez mais raro: o prazer de pedalar em conjunto. ...

Francisco Cabral resiste no Estoril

                                                            Por António Vieira Pacheco
Portuense e o austríaco Lucas Miedler apuraram-se para os quartos de final.
Créditos: FPT. Dupla luso-austríaca está apurada para os quartos de final no Millennium Estoril Open.

Num Estoril tingido de dia do trabalhador e de mar, Francisco Cabral foi o único português a manter-se de pé, o portuense continua a escrever o seu nome no torneio onde, em 2022, levantou o troféu ao lado de Nuno Borges.

Desta vez, o parceiro é outro — o austríaco Lucas Miedler —, mas o desfecho, para já, ecoa confiança. Frente aos irmãos Francisco e Henrique Rocha, a dupla luso-austríaca impôs-se com clareza: 6-3 e 6-2, num encontro resolvido em pouco mais de uma hora. Um triunfo limpo, sem adornos, mas com o peso de quem carrega a esperança do público português.

Dos nove portugueses inscritos no quadro de pares, somente Cabral resistiu à maré da primeira ronda.

O encontro frente aos irmãos Rocha teve ares de embate fraternal, com um toque quase simbólico.

Francisco e Henrique, dois jovens talentos em ascensão, cederam à experiência e ao entrosamento de Cabral e Miedler. A vitória, embora sem sobressaltos, foi celebrada com a gravidade própria de quem sabe que cada jogo é uma nova história.

Um reencontro nos quartos de final

Amanhã, os desafios sobem de tom. Cabral e Miedler reencontram os polacos Szymon Drzewiecki e Jan Zieliński Matuszewski — os mesmos com quem mediram forças na final do Oeiras Open 125, num embate recente ainda fresco na memória.

Essa partida, disputada com intensidade e técnica, terminou favoravelmente para os polacos. No entanto, no Estoril, a areia é outra, o vento sopra de maneira diferente, e Cabral conhece como poucos os segredos do court de terra batida laranja do Clube de Ténis do Estoril.

Um percurso construído no detalhe

Francisco Cabral, atualmente número 54 do ‘ranking’ mundial de pares, é um nome já consolidado no circuito duplo. A sua carreira é feita de consistência, inteligência tática e uma calma que contrasta com a urgência dos pontos. Ao lado de Miedler, forma uma parceria que alia o pragmatismo à fluidez — atributos preciosos numa disciplina onde a química conta tanto como a técnica.

O desporto português vive de feitos discretos, muitas vezes longe das luzes mais intensas. O percurso de Cabral no Millennium Estoril Open é um desses casos: uma caminhada sem ruído, mas carregada de significado para quem acompanha de perto o ténis nacional.

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