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Borges escreve Paris a pares

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: ATP Tour

⏱️ Tempo de leitura: 4 minutos

Lidador está nos oitavos de final de pares em oland Garros.
Lidador está nos oitavos de final de pares em Roland Garros.

 

Paris em harmonia

Nuno Borges nunca jogou em Roland Garros a variante de pares. Venceu na estreia. Hoje, repetiu a dose. Dois dias depois da estreia vitoriosa, o português e o francês Arthur Rinderknech voltaram a sorrir, desta vez perante a dupla formada por Andre Goransson e Sem Verbeek — especialistas da variante, respetivamente 27.º e 31.º do ‘ranking’ mundial.

Com uma exibição sólida, sem tremores nem concessões, o Lidador e o francês Rinderknech venceram por 6-3 e 6-2. Três quebras de serviço limpas. Nenhum ponto de break cedido. Um recital de controlo.

Rumo aos oitavos

O triunfo apura-os para os oitavos de final da variante de pares. Um feito notável para um estreante no torneio — e um marco consistente na afirmação internacional do maiato, que já tinha chegado aos oitavos do US Open e aos quartos do Australian Open, sempre ao lado do compatriota Francisco Cabral.

Em Paris, o enredo é outro, mas a qualidade mantém-se. E os resultados também.

O próximo capítulo

No horizonte, o desafio adensa-se: Borges e Rinderknech terão pela frente os britânicos Joe Salisbury e Neal Skupski, oitavos cabeças de série e nomes firmados nos pares. Mas se o ténis vive de ‘ranking’, também vive de momentos — e o momento sorri à dupla luso-francesa.

Em cada batida de bola, Borges escreve mais do que pontos — deixa capítulos. E este Roland Garros, o último palco dos quatro Grand Slams que lhe faltava conhecer em pares, está já a ser um cenário onde se vê, ouve e sente a evolução de quem cresce no silêncio e explode no jogo.

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