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Tiago Berenguer e a maré baixa

 Por António Vieira Pacheco 

Queda no ranking mundial do madeirense.
Créditos: FPB: Madeirense desceu para 12.ª lugar no ‘ranking’ mundial de sub-17.

O céu da ambição tem as suas marés, e o madeirense Tiago Berenguer sentiu, esta semana, o vento contrário que o fez descer duas posições no ‘ranking’ mundial de juniores de badmínton. O jovem madeirense, outrora o mais alto representante europeu na tabela de singulares, viu-se ultrapassado pelo francês Arthur Tatranov, e assim deixou o conforto do Top 10. Dez torneios, dez batalhas, e uma diferença que se mede em pontos, mas pesa na alma como um eco persistente. Berenguer desceu para a 12.ª posição.

O Open dos Países Baixos foi, para o jovem insular, um tropeço inesperado, um aviso mudo de que o voo demasiado confiante pode encontrar um céu mais agreste. A vertigem da subida nem sempre avisa quando o vento muda, e o desporto, como a vida, ensina que os passos em falso fazem parte do caminho. O desafio não está somente em alcançar o topo, mas em saber manter-se lá — e reerguer-se quando a queda acontece.

O algarvio Alexandre Bernardo, por sua vez, segue em ascensão, entrando firme no Top 60, e Maribel Sousa, em Sub 17, mantém o olhar no horizonte, escalando uma posição mais. Mas a dança do ‘ranking’ não perdoa, e Mafalda Avelino, depois do fulgor da última semana, recua dez lugares, lembrando que cada subida traz consigo o risco da queda.

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