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Regresso com derrota de Ana Santos

  Por António Vieira Pacheco

Despedida em singulares
Créditos: FPT. Ana Jorge Santos caiu em Le Havre.

O regresso nunca é um simples voltar. Há sempre arestas a limar, fantasmas a exorcizar, um corpo que reaprende o que outrora fazia por instinto. Ana Filipa Santos voltou, mas as vitórias ainda não a encontraram. Em Le Havre, deixou tudo no court, mas a francesa Lucie Pawlak foi quem levou a última palavra. O ‘tiebreak’ traiu-lhe a resistência, e o segundo ‘set’ deslizou-lhe das mãos como areia fina, deixando um sabor agridoce no ar: 6-7 (6) e 2-6.

Mas nem tudo se perde numa derrota. Há batalhas que ensinam mais do que a glória, e Pipa sabe que o caminho é longo e feito de persistência. Ainda não era tempo de partir. Nos pares, ao lado da ucraniana Veronika Podrez, aguarda a próxima oportunidade. Espera-se dela o mesmo ímpeto, a mesma fome. Porque há encontros que não se medem somente em pontos.


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