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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

36ª ASA Classic Race levou 170 cicloturistas à estrada: o ciclismo não vive só de competição

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 20 de setembro 2026 · 📸 Revista Notícias do Pedal · ⏱️4 min · 🌱EMM     Cerca de 170 cicloturistas pedalaram. Sem pódios, sem segundos para discutir e sem a obsessão pela classificação. Apenas uma bicicleta, uma estrada e uma ideia de ciclismo que continua a resistir. O ciclismo português habituou-se a contar vencedores. Quem ganhou a etapa, quem atacou, quem perdeu tempo, quem chegou primeiro. Mas a modalidade não se resume a isso. Há também quem pedale sem classificação, sem pódio e sem outra recompensa, apenas para ter o prazer de estar na estrada. Mas há um ciclismo que não cabe numa classificação. No domingo, na Amadora, cerca de 170 pessoas voltaram a lembrar isso. A 36.ª edição do Passeio de Cicloturismo ASA Classic Race, organizado pelo Grupo de Cicloturismo Estrelas da Amadora, colocou bicicletas na estrada. Não para decidir um campeão, mas para recuperar o que parece cada vez mais raro: o prazer de pedalar em conjunto. ...

Borges e Bhambri em sintonia em Miami

 Por António Vieira Pacheco

Maiato segue para os quartos de final de pares em Miami.
 Borges está nos quartos de final de pares em Miami.

Na vibrante cidade de Miami, onde o sol dança sobre as águas azul-turquesa e o vento sussurra histórias de glória e desilusão, Nuno Borges encontrou redenção nos pares. Depois da queda precoce na primeira ronda de singulares, onde o belga Zizou Bergs lhe travou o passo, o português voltou ao court determinado a reescrever o seu destino — desta vez, com o indiano Yuki Bhambri a seu lado.

No calor húmido da Flórida, entre palmeiras imóveis e olhares atentos, o maiato e Bhambri enfrentaram a dupla composta pelo britânico Jamie Murray e o checo Adam Pavlásek nos oitavos de final. Foi uma batalha intensa, um duelo de estilos e vontades, resolvido com a paciência dos que sabem esperar o momento certo. O primeiro ‘set’, tenso como o silêncio antes do trovão, arrastou-se até ao ‘tiebreak’, onde a destreza e a ousadia falaram mais alto: 7-6 (4). Depois disso, libertos do peso da incerteza, soltaram-se como gaivotas no vento e dominaram o segundo parcial com um expressivo 6-2.

Borges alcançou pela oitava vez os quartos de final de pares num torneio do circuito principal, sendo esta a primeira vez que o consegue num ATP Masters 1000. Dois meses após ter atingido a mesma fase no Australian Open, com Francisco Cabral.

Agora, a dança continua. Nos quartos de final, hoje, encontram os sextos cabeças de série, os britânicos Henry Cash e Lloyd Glasspool. O desafio é grande, mas o Lidador já provou que sabe encontrar luz mesmo nos momentos de sombra. 

Em Miami, onde cada ponto é um espetáculo e cada vitória, um sonho, o português ainda tem palavras por escrever na sua história.

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