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Pogačar lamenta saída de Vingegaard e admite: "O Tour não será o mesmo sem ele"
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 19 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM
Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova.
Tadej Pogačar mostrou-se
profundamente abalado com a desistência de Jonas Vingegaard da Volta a França,
após a queda sofrida, pelo dinamarquês na 15.ª etapa. O portador da camisola amarela
admitiu que a corrida perde um dos seus grandes protagonistas e sugeriu que o
controlo antidopagem realizado durante a madrugada poderá ter tido influência
indireta no acidente.
Respeito mútuo
“É mesmo, mesmo triste ver
que o Jonas está fora. Desde 2021, batalhamos sempre pela vitória. Talvez no
início não tivéssemos a melhor relação, mas nos últimos dois anos tornámo-nos
bons rivais, adversários que se respeitam e penso que somos uma espécie de amigos. O
Tour não será o mesmo sem ele”, afirmou o líder da UAE
Emirates-XRG.
Vingegaard, de 29 anos, caiu
na parte final da etapa entre Champagnole e Plateau de Solaison quando ocupava
o segundo lugar da classificação geral, sendo obrigado a abandonar pela
primeira vez uma Grande Volta, ao fim de dez participações.
O dinamarquês conquistou o
Tour de France em 2022 e 2023, após ter sido segundo classificado em 2021, 2024
e 2025, sempre atrás de Pogačar nas três últimas edições.
Dúvidas sobre o descanso
Antes da etapa, Vingegaard
revelou que tinha sido submetido a um controlo antidopagem da Agência
Internacional de Testes (ITA) às 2 horas, criticando o horário por considerar
que poderia afetar o seu rendimento.
Pogačar também foi controlado,
embora apenas às 05h00, e admitiu que a falta de descanso poderá ter tido algum
peso na queda do rival.
“Hoje tivemos um controlo. No
caso dele, foi às duas da manhã e isso fez-me pensar que talvez esse também seja
o motivo. Numa noite em que o teu sono foi arruinado, talvez estejas um pouco
menos concentrado na descida. Não culpo o controlo, mas pode estar
relacionado.”
Apesar da reflexão, o esloveno fez questão de sublinhar que não responsabiliza diretamente o controlo antidopagem pela queda de Vingegaard.
Evenepoel também lamenta
Remco Evenepoel, vencedor da
etapa e novo segundo classificado da geral, também reagiu à saída do principal
rival de Pogačar.
“Ele estar fora é uma notícia
mesmo má, em primeiro lugar para ele, depois para a sua equipa e para a própria
corrida. É algo que nunca se deseja a ninguém”,
afirmou o belga.
Quanto à sua atuação,
revelou-se satisfeito pela vitória na etapa.
“É fantástico. Agora temos um
dia de descanso e um contrarrelógio na terça-feira, em que vou tentar voltar a
vencer. É ótimo sentir que encontrei as minhas melhores pernas neste Tour.”
Del Toro sobe ao pódio
Isaac del Toro beneficiou da
desistência de Vingegaard para ascender ao terceiro lugar da classificação
geral e vestir a camisola branca da juventude.
O mexicano da UAE Emirates-XRG
revelou que esteve envolvido na queda e sentiu dores nas costas e na perna
esquerda durante a subida final.
“Foi incrível ter o Tadej a
trabalhar para mim. Dei tudo. Talvez tenha cometido alguns erros no final, mas
estou satisfeito.”
Já Paul Seixas desceu para o
quarto lugar da classificação geral, explicando que pagou o esforço realizado para regressar
ao pelotão após um furo na fase inicial da etapa.
Ayuso perde terreno
Quem terminou o dia mais
desiludido foi Juan Ayuso. O espanhol perdeu cerca de dois minutos para Pogačar
e Evenepoel e caiu ainda mais na luta pelo pódio.
“Tentei seguir o primeiro
ataque e paguei esse esforço nos últimos quilómetros. Estive muito mal. Estou
dececionado, mas ainda falta uma semana e temos de continuar.”
Ayuso ocupa agora o sexto lugar da classificação geral, a 7,28 minutos de Pogačar.
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