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Jonas Vingegaard e o segredo fora da bicicleta: o vinho
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅24 junho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️1 min
Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova.
Jonas Vingegaard tem um
segredo inesperado fora das estradas: o vinho. O bicampeão do Tour de France e
um dos principais candidatos à próxima edição revelou uma paixão
crescente pela enologia, que nasceu quase por acaso e transformou-se num hábito
sempre que viaja em competição.
O corredor da Visma–Lease a
Bike admite que tudo começou em 2020, ano em que se estreou no Tour. A partir
daí, passou a olhar com mais atenção para as regiões vinícolas que encontrava pelo caminho e a explorar os sabores locais. O que começou como curiosidade
acabou por se tornar num ritual discreto, longe dos holofotes do ciclismo
profissional.
“Não é nada profissional, mas
simplesmente para desfrutar de uma taça ocasionalmente”, explicou o
dinamarquês, em entrevista ao Wielerflits. A influência familiar também
teve peso nesta mudança de hábitos, em especial da esposa, Trine, que o
incentivou a descobrir mais sobre o universo do vinho.
Com o passar do tempo,
Vingegaard passou a interessar-se não apenas pelo consumo, mas também pelo
processo de produção. “Acho o processo de vinificação fascinante. Não o
aprofundo completamente, mas tento acompanhá-lo. Tento descobrir quais são as
boas regiões”, confessou.
Apesar de não se considerar um
especialista, o ciclista já demonstra alguma familiaridade com diferentes
origens. “Conheço razoavelmente bem os vinhos franceses e um pouco dos
espanhóis”, referiu, acrescentando que ainda tem muito por explorar em Itália,
país onde competiu várias vezes ao mais alto nível.
Entre as regiões que mais despertam curiosidade está o Monte Etna, na Sicília, conhecido pelos seus
vinhos brancos de carácter vulcânico. “Ouvi dizer que existem vinhos brancos
ótimos na região do Monte Etna. E nós adoramos vinho branco”, afirmou, revelando
uma preferência pessoal que foge ao padrão habitual dos atletas de alta
competição.
O interesse de Vingegaard não
se limita ao conhecimento teórico. Sempre que termina uma prova ou passa por
uma nova região, faz questão de experimentar vinhos locais e, muitas vezes,
leva algumas garrafas consigo para casa. Esse hábito tornou-se uma espécie de
tradição pessoal, que acompanha a sua carreira desde a ascensão no pelotão
mundial.
“Desde 2020, comecei a
aprofundar mais e a comprar sobretudo vinhos da Borgonha. Sempre que vamos a
algum lugar, experimentamos um vinho local”, explicou, sublinhando o lado mais
descontraído desta paixão.
No entanto, o dinamarquês faz
questão de separar o prazer da rotina desportiva. Durante as grandes voltas,
não há espaço para provas ou degustações formais. Ainda assim, admite que não
resiste a guardar algumas garrafas para momentos de descanso. “Não tenho
propriamente uma adega, mas um espaço na cave para guardar os vinhos. Se calhar
não sigo todas as regras, mas vai funcionando”, brincou.
Mais do que uma curiosidade,
esta ligação ao vinho revela um lado mais humano e descontraído de um dos
grandes nomes do ciclismo mundial. Entre treinos intensos, alta montanha e
preparação para o Tour, Vingegaard encontra tempo para um prazer simples — provar,
descobrir e colecionar vinhos de cada país que visita.
No fundo, como ele próprio
deixa perceber, o segredo pode não estar apenas nas pernas… mas também no
vinho.
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