Pellizzari desaba em Cari e perde o Giro de vista

  🖋️Por: António Vieira Pacheco

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O grande derrotado do dia.
Pellizzari diz adeus ao pódio do Giro.

                                                 Quebra inesperada

A 16.ª etapa do Giro d’Itália redesenhou a classificação geral  e deixou Giulio Pellizzari como uma das imagens mais duras do dia.

Na longa subida até Cari, o italiano da Red Bull-Bora-Hansgrohe perdeu contacto com o grupo dos favoritos, ainda longe da meta, sem conseguir acompanhar o ritmo imposto no grupo principal. Aquilo que parecia mais um dia de resistência na luta pelo pódio transformou-se rapidamente em quebra sem regresso.

Quando cruzou a linha de meta, já tinha cedido mais de 18 minutos para Vingegaard.

O momento da rutura

A subida suíça funcionou como ponto de seleção natural entre os homens da geral — e Pellizzari foi uma das vítimas mais inesperadas.

A Red Bull-Bora-Hansgrohe assumiu parte do trabalho na dianteira do pelotão, mas o endurecimento do ritmo acabou por expor fragilidades na própria equipa. O italiano perdeu capacidade de resposta cedo e deixou de conseguir acompanhar o andamento dos principais candidatos.

Foi aí que a corrida mudou por completo para o jovem corredor.

Desilusão assumida

No final, Pellizzari não escondeu o golpe.

“Percebi imediatamente que as minhas pernas não respondiam, por isso, decidi gerir o esforço e tentar salvar o que fosse possível.”

As palavras refletem a dureza do momento e a lucidez com que leu a própria quebra numa etapa decisiva.

Pódio mais distante

Considerado uma das principais esperanças italianas neste Giro, o transalpino chegou à última semana bem colocado e com a ambição real de lutar por um lugar no pódio.

A jornada de Carì alterou esse cenário abruptamente.

A perda de tempo retira-o da luta imediata pelos lugares cimeiros e obriga à redefinição de objetivos para o que resta da corrida.

Ainda sem desistir

Apesar da desilusão, o italiano recusou-se a fechar a porta à recuperação.

“Claro que estou muito desapontado, mas ainda há etapas pela frente. Agora, cada dia passa a ser decisivo.”

Com a montanha ainda a marcar a última semana e o Giro longe de estar fechado, Pellizzari continua em prova — mas já num contexto competitivo diferente daquele com que arrancou para Cari.

A estrada inclinou-se, o ritmo subiu e o Giro seguiu em frente. Para Pellizzari, ficou uma das tardes mais duras da carreira — e talvez o dia em que a corrida lhe escapou das mãos.

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