Pellizzari desaba em Cari e perde o Giro de vista
🖋️Por: António Vieira Pacheco
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⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| Pellizzari diz adeus ao pódio do Giro. |
Quebra inesperada
A 16.ª etapa do Giro d’Itália
redesenhou a classificação geral e
deixou Giulio Pellizzari como uma das imagens mais duras do dia.
Na longa subida até Cari, o italiano da Red Bull-Bora-Hansgrohe perdeu contacto com o grupo dos favoritos, ainda longe da meta, sem conseguir acompanhar o ritmo imposto no grupo principal. Aquilo que
parecia mais um dia de resistência na luta pelo pódio transformou-se
rapidamente em quebra sem regresso.
Quando cruzou a linha de meta, já
tinha cedido mais de 18 minutos para Vingegaard.
O momento da rutura
A subida suíça funcionou como ponto
de seleção natural entre os homens da geral — e Pellizzari foi uma das vítimas
mais inesperadas.
A Red Bull-Bora-Hansgrohe assumiu
parte do trabalho na dianteira do pelotão, mas o endurecimento do ritmo acabou por
expor fragilidades na própria equipa. O italiano perdeu capacidade de resposta
cedo e deixou de conseguir acompanhar o andamento dos principais candidatos.
Foi aí que a corrida mudou por
completo para o jovem corredor.
Desilusão assumida
No final, Pellizzari não escondeu o
golpe.
“Percebi imediatamente que as minhas
pernas não respondiam, por isso, decidi gerir o esforço e tentar salvar o que
fosse possível.”
As palavras refletem a dureza do
momento e a lucidez com que leu a própria quebra numa etapa decisiva.
Pódio mais distante
Considerado uma das principais
esperanças italianas neste Giro, o transalpino chegou à última semana bem
colocado e com a ambição real de lutar por um lugar no pódio.
A jornada de Carì alterou esse
cenário abruptamente.
A perda de tempo retira-o da luta
imediata pelos lugares cimeiros e obriga à redefinição de objetivos para o que
resta da corrida.
Ainda sem desistir
Apesar da desilusão, o italiano recusou-se a fechar a porta à recuperação.
“Claro que estou muito desapontado,
mas ainda há etapas pela frente. Agora, cada dia passa a ser decisivo.”
Com a montanha ainda a marcar a
última semana e o Giro longe de estar fechado, Pellizzari continua em prova —
mas já num contexto competitivo diferente daquele com que arrancou para Cari.
A estrada inclinou-se, o ritmo subiu
e o Giro seguiu em frente. Para Pellizzari, ficou uma das tardes mais duras da
carreira — e talvez o dia em que a corrida lhe escapou das mãos.
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