Portugal supera Luxemburgo perigoso no Mundial
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis de Mesa
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| A equipa portuguesa feliz com o sucesso frente ao Luxemburgo. |
A seleção feminina de Portugal
estreou-se finalmente em competição no Mundial de Equipas de Ténis de Mesa,
que decorre em Londres, ao superar o Luxemburgo, por 3-0, no encontro da segunda ronda do Grupo 10.
Depois de Barbados não ter
comparecido no primeiro confronto previsto para a equipa portuguesa, a estreia
acabou por acontecer contra um adversário que, apesar da dimensão geográfica
modesta, é conhecido por apresentar jogadoras experientes e perigosas no
circuito internacional.
Luxemburgo pode ser um país pequeno
no mapa europeu, mas no ténis de mesa é como um castelo compacto no meio
de um vale: aparentemente discreto, mas com muralhas difíceis de ultrapassar
quando a equipa encontra o seu ritmo.
Portugal sabia disso e entrou em jogo com atenção redobrada.
Um adversário de respeito
A equipa luxemburguesa apresenta duas
figuras capazes de dificultar a qualquer seleção. Por um lado, Sarah De
Nutte, jogadora experiente e muito sólida nas trocas de bola. Por outro, Ni
Xia Lian, atleta de origem chinesa cuja carreira longa e rica deu-lhe um estilo
de jogo muito particular e imprevisível.
Como dois rios que descem por vales
diferentes e encontram-se no mesmo curso, ambas representam fontes de perigo
distintas: uma baseada na consistência europeia moderna, outra numa escola
técnica asiática refinada.
Perante este cenário, Portugal
precisava de paciência e qualidade para impor o seu jogo.
Jieni Shao vence batalha inicial
O primeiro duelo foi disputado por Jieni Shao e Sarah De Nutte, num encontro que rapidamente
revelou o equilíbrio esperado.
A portuguesa acabou por vencer
por 3-2, com os parciais 8-11, 11-5, 7-11, 12-10 e 11-5.
Foi um jogo cheio de mudanças de
rumo, como um caminho de montanha que serpenteia entre vales. Sempre que uma
das jogadoras parecia ganhar vantagem, a outra encontrava uma forma de recuperar.
Shao demonstrou grande capacidade
mental nos momentos decisivos. No quarto parcial, quando o encontro poderia ter
escapado, manteve a calma e conseguiu levar a decisão para a quinta partida.
A partir daí, a portuguesa encontrou
o ritmo certo e fechou o jogo com autoridade, colocando Portugal na frente da
eliminatória.
Fu Yu controla
No segundo encontro, Fu Yu enfrentou Ni
Xia Lian, um duelo carregado de simbolismo entre duas atletas com raízes na
escola chinesa de ténis de mesa e com mais de 40 anos.
O encontro começou equilibrado, mas a
portuguesa acabou por impor o seu jogo e venceu por 3-1, com os
parciais 8-11, 11-8, 11-2 e 11-3.
Depois de perder o primeiro set, Fu
Yu ajustou rapidamente a estratégia. Como quem observa o vento antes de lançar
o barco ao mar, percebeu onde estavam as brechas na defesa da adversária.
A partir daí, acelerou o ritmo e
tomou o controlo do encontro. Os dois últimos sets mostraram uma clara
superioridade portuguesa.
Com essa vitória, Portugal ficou a
apenas um ponto do triunfo coletivo.
Matilde Pinto sela a vitória
Coube a Matilde Pinto fechar
o embate frente a Enisa Sadikovic.
A jovem portuguesa respondeu com
segurança e venceu por 3-1, com os parciais 12-10, 11-2, 9-11 e 11-9.
O encontro teve momentos de tensão,
sobretudo no primeiro e no quarto set, ambos decididos por margens mínimas.
Mas Matilde revelou maturidade competitiva para controlar os momentos mais
delicados.
Como uma ponte firme sobre um rio
turbulento, manteve o equilíbrio quando o jogo ameaçava escapar e acabou por
garantir o terceiro ponto para Portugal.
Vitória sólida no Grupo 10
O resultado do Portugal 3 –
Luxemburgo 0 confirmou a superioridade da seleção lusa, mas também
evidenciou o valor do adversário.
A equipa luxemburguesa demonstrou ser capaz de criar dificuldades, especialmente por meio das suas jogadoras mais
experientes. Ainda assim, Portugal revelou uma qualidade coletiva suficiente
para resolver o jogo e sem que existissem surpresas.
A vitória ganha importância adicional
porque representa a primeira presença efetiva em competição da equipa
portuguesa neste Mundial, após a ausência de Barbados no encontro inaugural.
Caminho aberto no Mundial
Com este triunfo, Portugal entra com
confiança na fase de grupos e reforça a ambição e garante o apuramento para a
fase seguinte.
No ténis de mesa internacional, cada
encontro é como uma travessia num arquipélago de desafios. Há ilhas mais
pequenas e outras mais difíceis de conquistar, mas todas exigem concentração e
qualidade.
O Luxemburgo revelou-se uma dessas
ilhas aparentemente tranquilas, mas cheias de correntes escondidas.
Portugal conseguiu atravessá-la com
segurança.
E agora, com a primeira vitória
garantida, a seleção feminina portuguesa continua a sua jornada no Mundial de
Londres com a determinação de quem sabe que o caminho ainda é longo. Mas também
cheio de oportunidades para escrever novas páginas na história do ténis de mesa
nacional.

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