Entre o que se vê e o que se mostra no ténis de mesa

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis de Mesa

⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos


Treino das seleções nem vê-lo.
O CAR de Gaia funciona entre as 8h30 e as 24 horas.

O Entrar no Mundo das Modalidades deslocou-se hoje ao CAR de Gaia com a expectativa de poder observar trabalho ligado às seleções nacionais. Não porque tivesse sido anunciado formalmente um treino aberto ou uma sessão específica, mas porque, perante referências à presença de atletas internacionais e a dinâmica habitual destes períodos de atividade, seria natural encontrar algum tipo de trabalho no terreno.

O que estava no campo

No entanto, o cenário encontrado foi diferente. No espaço do CAR não estavam visíveis jogadores das seleções que, de acordo com indicações informais, incluiriam atletas provenientes de Singapura e de Portugal. Os argentinos que treinaram durante alguns dias, em Gaia, viajaram para Múrcia (Espanha) para participarem nos IberoAmericanos, Também não se identificou a presença de membros da equipa técnica responsável pelas seleções ou de dirigentes ligados a essa estrutura.

Quem estava no campo eram treinadores ligados a clubes — concretamente António Malheiro, do Novelense, e Leandro Lopes, do Canidelense — que orientavam um grupo de jovens atletas. Uma iniciativa perfeitamente legítima e até positiva para a formação e dinamização da modalidade.

Comunicação e realidade

Ainda assim, a situação levanta uma reflexão sobre como se acompanha e se comunica o trabalho das seleções nacionais. Num tempo em que a comunicação institucional passa muitas vezes por vídeos curtos e publicações nas redes sociais, pode criar-se uma perceção de atividade que nem sempre é facilmente verificável por quem se desloca ao terreno.

Mostrar momentos selecionados pode servir para promover a modalidade, mas não substitui a clareza sobre o que efetivamente ocorre.

Comentários

Mensagens populares