Henrique Rocha na final em Brasília… com confiança e sabor a picanha
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: LuzPress
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
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| O churrasco será o segredo do desempenho do português em Brasília? |
O português Henrique Rocha continua a viver uma semana
especial no Challenger de Brasília. O jovem de 21 anos garantiu um lugar na final do torneio após vencer o brasileiro Thiago
Monteiro nas meias-finais por 6-0, 6-7 (3) e 6-3, após 2h22
de encontro.
Uma vitória construída com muita classe. O portuense entrou muito forte no encontro. Dominou os pontos desde o início e nunca permitiu que o adversário se sentisse confortável.
O primeiro set foi praticamente
perfeito. O português venceu seis jogos consecutivos e fechou o parcial com um
expressivo 6-0. Um pneu oferecido ao brasileiro que nunca se encontrou nesse parcial.
Monteiro, jogador experiente no circuito e antigo top-100 mundial, teve dificuldades em responder à agressividade adversária.
Os erros começaram a aparecer e Rocha aproveitou. Sempre agressivo com a direita. Muito sólido no serviço.
No segundo set, o brasileiro
conseguiu reagir. Melhorou a eficácia no serviço e equilibrou as trocas de
bola.
O parcial acabou por ser decidido
no tie-break, no qual Monteiro levou a melhor e empatou o encontro.
Mas Rocha manteve a calma. Continuou
consistente.
No terceiro set voltou a assumir o
controlo do jogo. Conseguiu a quebra decisiva no início do parcial e passou a liderar o marcador até ao triunfo.
A partir daí, geriu a vantagem com
maturidade.
Sem nervos. Com confiança.
O português fechou o encontro
por 6-3 e confirmou o acesso à final.
Melhor ranking garantido
Com este resultado, Rocha
assegurou também o melhor ranking da carreira, voltando a entrar
no top 150 na próxima atualização.
A final em Brasília será a quinta
da carreira no circuito ATP Challenger do tenista português.
O segundo título neste nível surgiu
já no final de 2025, quando venceu o torneio de Matsuyama, no
Japão.
Na final do Challenger de Brasília,
Rocha vai defrontar o vencedor do duelo entre o primeiro cabeça de série, o
paraguaio Adolfo Daniel Vallejo, e o brasileiro Eduardo
Ribeiro, que entrou no torneio através da fase de qualificação.
Ambiente que faz sentir
“em casa”
Ontem, aos jornalistas brasileiros
presentes, após a vitória nos quartos de final, Rocha destacou também o
ambiente encontrado na capital brasileira.
O clube onde se disputa o torneio
impressionou o jovem português.
“Este clube é gigante. Fiquei
surpreendido pelo tamanho”, confessou.
A receção calorosa também ajudou à
adaptação.
“Fui muito bem recebido desde o
primeiro dia e estou muito feliz por estar aqui.”
Rocha explicou ainda que a adaptação
foi fácil, sobretudo devido à língua e à cultura.
“A língua torna tudo muito mais
fácil, a comida é parecida e boa. Facilita bastante. Sinto-me mais em casa.”
Muito churrasco… e
picanha
Durante a conversa com os jornalistas, houve espaço para falar de gastronomia.
Rocha confessou que tem aproveitado
bem a cozinha brasileira durante a semana em Brasília.
Especialmente o churrasco.
“Churrasco é o principal! A carne
é ótima. Eu quase todos os dias como churrasco”, revelou.
Entre todas as opções de churrascarias brasileiras, já tem uma favorita.
“A minha carne favorita vai ter de
ser picanha. É mesmo muito boa.”
Final também em pares
O dia de Rocha em Brasília promete
ser intenso.
Antes da final individual de domingo, o
português ainda disputa hoje a decisão da prova de pares ao lado de Jaime
Faria.
Os dois amigos e colegas de seleção
chegam assim à quinta final de Challenger juntos, tendo conquistado as duas
mais recentes.
Para já, Rocha mantém o foco no
court.
E numa semana que mistura grandes exibições dentro de campo… com muito churrasco fora dele. Será que o título terá picanha na celebração? Aguardaremos!

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