Rui Machado: “Uma das melhores equipas de sempre”

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Guangzhou Nantai Culture And Sports Development Co. Ltd

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Eui Machado, capitão de Portugal, fala da eliminatória com a China na Davis.

Portugal prepara desafio decisivo na Taça Davis

Guangzhou já é palco de concentração total da Seleção Nacional masculina, que esta sexta-feira e sábado mede forças com a China na primeira eliminatória do Grupo Mundial I da Taça Davis. Mais do que um simples compromisso internacional, o confronto assume-se como um verdadeiro teste à ambição, à profundidade e à identidade de uma geração portuguesa que começa a afirmar-se com convicção.

No centro da confiança está a palavra do capitão Rui Machado, que não hesitou na análise:

“Esta é uma das melhores equipas que alguma vez jogaram a Taça Davis.”

Grupo afinado

Nos courts do Nansha International Tennis Center, a preparação tem sido intensa. Nuno Borges, Jaime Faria, Henrique Rocha, o estreante Tiago Pereira e Francisco Cabral têm dividido o tempo entre treino, adaptação às condições locais e integração do mais novo elemento do grupo.

A diferença horária, o piso e a humidade não foram ignorados. Pelo contrário, a chegada antecipada a solo chinês permitiu um período de adaptação cuidadoso, pensado ao detalhe. Rui Machado sublinhou como o grupo se tem sentido: confortável, focado e bem recebido.

Palavra do capitão

Na conferência de imprensa, o selecionador nacional foi inequívoco na mensagem dirigida ao balneário e ao exterior. A juventude do grupo surge não como fragilidade, mas como um ativo estratégico com projeção no presente e no futuro.

“É uma seleção muito jovem, o que é extremamente positivo para o futuro do nosso País. Estamos a desfrutar da estadia, a treinar muito e as condições são ótimas.”

Mais do que o imediato, Rui Machado olha para esta eliminatória como parte de um processo maior, sustentado e ambicioso.

Conhecer o adversário

Do outro lado da rede estará uma seleção chinesa talentosa, convocada por Di Wu e composta por jogadores como Yunchaokete Bu, Yibing Wu, Yi Zhou, Juncheng Shang e Zhizhen Zhang.

Apesar de alguns não apresentarem regularidade competitiva recente, o capitão português alertou para a qualidade do adversário.

“Conhecemos bem a seleção chinesa. Têm todos um nível elevado. Sabemos que será uma eliminatória difícil, ainda mais fora de casa.”

O respeito é evidente, mas não retira a confiança ao plano traçado.

Ajustar ao contexto

Clima húmido. Fuso horário exigente. Cultura distinta. Nada disso parece preocupar excessivamente a equipa lusa. Rui Machado desdramatizou o contexto, sublinhando a importância da preparação antecipada.

“Viemos mais cedo para nos adaptarmos. Estamos preparados a 100%.”

Uma abordagem pragmática, em plena consonância com a maturidade competitiva que o grupo começa a demonstrar.

Voz do balneário

Francisco Cabral, o melhor jogador português de pares de sempre, reforçou a coesão e a visão estratégica da equipa. O portuense destacou a qualidade individual dos cinco convocados e definiu um objetivo ambicioso.

‘O nosso objetivo é chegar, um dia, às Finals e o caminho pode começar aqui.’ Ciente dos desafios, Cabral não escondeu o entusiasmo nem a ambição que percorre toda a equipa.

Experiência além do court

A receção chinesa à comitiva portuguesa incluiu um festival de lanternas, momento que marcou o primeiro contacto cultural da equipa com o país anfitrião. Para Francisco Cabral, foi uma experiência memorável e diferenciadora, vivida em conjunto, longe da pressão competitiva.

Pequenos detalhes que ajudam a criar laços e identidade.

Mais do que uma eliminatória

Portugal entra em court com rankings, talento e confiança. Mas entra, sobretudo, com a sensação de estar a construir algo maior. A Taça Davis volta a ser palco de afirmação para uma geração que quer deixar marca.

E, como disse o capitão, não é uma equipa qualquer.

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