Dart trava reação de Francisca Jorge e encerra presença lusa no W75 do Porto
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
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| A reflexão de Kika após perder cinco pontos seguidos e o encontro. |
Quase terceira partida
Francisca Jorge (198.ª WTA) ficou a
poucos pontos de prolongar a batalha, mas acabou afastada nos quartos de final
do ITF W75 do Porto pela principal cabeça de série, Harriet Dart (173.ª). A
britânica impôs-se por 6-4 e 7-6(5), ao cabo de duas horas de encontro intenso,
e terminou a representação portuguesa na prova.
O resultado não traduz totalmente o
equilíbrio vivido no court.
Especialmente no segundo set.
Depois de um primeiro parcial
decidido por detalhes — com Dart mais eficaz nos momentos de pressão —
Francisca elevou o nível na segunda partida. Mais agressiva na resposta e
consistente do fundo do court, a número um nacional conseguiu discutir cada jogo
e levou a decisão para o tie-break.
Aí esteve muito perto de forçar a
terceira partida.Muito perto mesmo. A portuguesa adiantou-se por 5-2 e parecia
ter o controlo emocional do momento. Mas Dart mostrou experiência. Subiu a
intensidade, arriscou na direita e encadeou cinco pontos consecutivos que
mudaram o rumo do encontro. Em poucos minutos, a vantagem evaporou-se e o encontro inclinou-se definitivamente para o lado da britânica.
Experiência a fazer a diferença
Harriet Dart não é estreante nestes
palcos. Finalista do torneio portuense há um ano, quando também chegou como
primeira cabeça de série, a britânica regressou à Invicta com o objetivo de ir mais longe. Em 2024, foi travada apenas na final por Victoria Mboko, então
uma jovem promessa que, entretanto, deu o salto competitivo.
Esse histórico pesou nos momentos
decisivos. E notou-se.
Dart geriu melhor os pontos
importantes, foi mais pragmática nas fases de maior tensão e aproveitou a
pequena quebra de concentração da portuguesa para fechar a partida em dois
sets.
Balanço positivo, próximo destino definido
Para Jorge, a derrota representa o
adeus ao Porto, cidade onde já tinha alcançado, igualmente, os quartos de final
após o regresso do Australian Open. O percurso confirma consistência
competitiva, ainda que fique a sensação de oportunidade desperdiçada.
O nível exibido, sobretudo no segundo
set, deixa indicações encorajadoras.
A margem foi curta.
A número um nacional mantém-se em
trajetória ascendente e soma mais pontos importantes no ranking, consolidando
presença regular em fases adiantadas de torneios ITF de categoria elevada.
O calendário não abranda. Segue-se
viagem até Trnava, na Eslováquia, para disputar mais um ITF W75, desta vez em
piso rápido indoor. Um contexto diferente, exigente, no qual a adaptação às
condições será determinante.
No Porto, ficou a entrega. É a prova
de que os detalhes continuam a separar vitórias de derrotas ao mais alto nível.

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