A maré de Acapulco leva Nuno Birges para fora do México
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| Quinta derrota consecutiva em singulares do Lidador. Português segue nos pares. |
Lidador em série
negativa
Nuno Borges caiu na estreia do ATP
500 de Acapulco. O português não resistiu ao favoritismo de Frances Tiafoe
e foi eliminado na primeira ronda do torneio mexicano.
O encontro resolveu-se em dois sets.
Ambos por 6-4. Equilíbrio no marcador, diferença nos detalhes.
Número um nacional e 48.º do ranking
ATP esta semana, Borges discutiu o resultado até ao fim. Mas faltou eficácia
nos momentos decisivos. Tiafoe, 28.º classificado mundial e antigo top 10, foi
mais sólido quando a pressão aumentou.
As quebras surgiram em momentos
cirúrgicos. E foram suficientes.
O norte-americano confirmou o
estatuto de favorito. Já tinha derrotado o português em 2022, no Millennium
Estoril Open, a caminho da segunda final em solo português. Voltou a fazê-lo
agora, em piso rápido, com autoridade controlada.
Borges manteve-se competitivo. Mas
nunca verdadeiramente por cima.
O serviço de Tiafoe fez a diferença. A resposta agressiva também. Sempre que o português ameaçou equilibrar, o norte-americano respondeu com intensidade e experiência. É a quinta derrota consecutiva do maiato.
Um ciclo que se prolonga desde o Australian Open. Depois da campanha em Melbourne, onde somou a última vitória, o maiato representou Portugal na Taça Davis, em Guangzhou. Aí sofreu duas derrotas. Seguiu-se nova eliminação na estreia no ATP 250 de Delray Beach. Agora, Acapulco junta-se à série menos positiva.
Os números pesam. Mas o contexto
também conta.
Apesar do desaire, Borges voltou a
mostrar que consegue competir com jogadores do top 30 mundial. Faltou
consistência nos pontos-chave. Faltou transformar equilíbrio em vantagem real.
O ranking ainda o coloca no top 50.
Mas a margem é curta. Num circuito cada vez mais exigente, pequenas oscilações
fazem diferença. E as vitórias são determinantes para estabilizar confiança e
posição classificativa.
Com a campanha em singulares
concluída, o foco muda. Agora, os pares.
Pares é a tábua de
salvação
Nuno Borges continuará em prova ao
lado do mexicano Miguel Ángel Reyes Varela. A dupla já está apurada para os
quartos de final, após eliminar uma das parcerias mais cotadas da atualidade.
Foi uma vitória de peso. E pode ser
um ponto de viragem emocional.
A variante de pares oferece outra
dinâmica. Mais intensidade na rede. Decisões rápidas. Coordenação constante.
Para Borges, representa também uma oportunidade de manter ritmo competitivo e
recuperar sensações positivas dentro do mesmo torneio.
A época ainda vai no início. No
entanto, as respostas precisam de surgir.
Em Acapulco, prevaleceu o favoritismo
de Frances Tiafoe. Borges lutou. Competiu. Esteve perto. Porém, nos momentos
decisivos, o norte-americano foi mais eficaz.
O desafio agora é inverter a
tendência. E transformar equilíbrio em vitórias.

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