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Rui Oliveira continua de amarelo, mas falta-lhe o que mais quer: “Quero levantar os braços”

   🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 7 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM Rui Oliveira continua de amarelo na Volta a Portugal, mas há um detalhe que o próprio português não consegue esconder: a camisola já mora nos seus ombros; o triunfo em etapa ainda não. Depois do segundo lugar no prólogo e do quarto posto na primeira etapa, o corredor da UAE Emirates voltou a bater à porta do triunfo em Albufeira. Desta vez, terminou em sexto, numa chegada ganha pelo colombiano Santiago Mesa, mas manteve a liderança da classificação geral. O problema é que Rui Oliveira não parece interessado em colecionar segundos, quartos ou sextos lugares. Quer ganhar. E já não o esconde. O amarelo não chega “ O grande objetivo era ganhar a etapa. Sabia que era difícil. Há muitos bons sprinters aqui ”, reconheceu Rui Oliveira, admitindo que esteve demasiado exposto nos metros finais. O português acredita que quem apareceu mais tarde no sprint acabou por beneficiar da po...

Tiago Berenguer e Mafalda Avelino campeões nacionais de sub-19

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Badminton

⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos

Tiago Berenguer rumo a mais um título.Madeirense justifica o estatuto de primeiro cabeça de série e sagra-se campeão nacional.

                            Os novos príncipes lusitanos

O Campeonato Nacional de Sub-19, disputado este fim de semana no CAR das Caldas da Rainha, consagrou Tiago Berenguer e Mafalda Avelino como os novos campeões nacionais. Ambos partiram para a competição como cabeças de série número um e cumpriram o favoritismo com autoridade. Num palco que historicamente revela talentos para o futuro, os dois atletas afirmaram-se, cada um à sua maneira, como protagonistas de jornadas profundamente marcadas pela persistência e pelo talento.

Mafalda Avelino dança para o título.
Mafalda em ação nas Caldas da Rainha.

Vitória que nasce da dor

No CAR das Caldas da Rainha, onde o silêncio pesa tanto quanto os sonhos, Berenguer encontrou finalmente o desfecho que perseguia esta temporada. Após uma época marcada por problemas de saúde, o madeirense escreveu o seu capítulo mais luminoso.

“Estou muito feliz por conseguir vencer todas as provas a que me propus neste meu primeiro ano de sub-19”, proferiu, emocionado, reconhecendo cada ferida do percurso.

As suas palavras caem como um volante bem colocado: curtas, certeiras, verdadeiras.

“Este ano não foi fácil…, mas sinto um enorme orgulho por alcançar estas vitórias.”

Um triunfo que estende raízes para além dele:

“Estes resultados têm um significado especial para mim e para a minha família. Também estou muito feliz por todos os atletas do Club Sports Madeira.”

O insular também se sagrou campeão nacional de pares mistos, ao lado de Leonor Ribeiro. A dupla madeirense aproveitou a desistência na final do par formado por Guilherme Ruivinho Negrita e Margarida Rocha Pinto.

O sonho que teima, mas chega

Mafalda Avelino viveu outra história — mais longa, mais insistente, quase teimosa.

“Não sei bem o que dizer sinceramente… É um título que já estava à procura há muito tempo.”

Cinco presenças nos campeonatos nacionais. Quatro medalhas de prata.
Uma de bronze.

Medalhas penduradas como lembretes de uma meta sempre adiada.

Até hoje. Na semana passada, fora vice-campeã nacional de seniores.

Agora, no sub-19, recebeu finalmente o ouro que faltava no seu próprio ‘puzzle’.

“Fico feliz que este momento tenha chegado… era o maior objetivo que faltava cumprir.”

Na final, Berenguer impôs o seu jogo num embate firme, quase uma dança de precisão, batendo o algarvio Alexandre Bernardo (Che Lagoense) em dois ‘sets’, por 21–17 e 21–9, confirmando o estatuto de principal cabeça de série e a serenidade de quem sabe para onde quer ir.

Mafalda, de 18 anos, igualmente favorita, venceu, no encontro da discussão do título, Margarida Rocha Pinto por 21–11 e 21–8, num duelo onde a maturidade falou mais alto do que a idade.

Continuar a subir

Ambos saem das Caldas da Rainha com uma coroa na mão e outra no horizonte.
O presente celebra-se; o futuro exige trabalho.

“Agora é continuar a trabalhar e dar sempre o meu melhor”, proferiu Berenguer.
“Agora é voltar ao trabalho, a época ainda não acabou”, reforçou Mafalda.

No badminton, como na vida, as vitórias não se guardam no bolso: carregam-se no peito e empurram-nos para a próxima jornada.

Outros campeões

Em pares femininos, Érica Glória e Elizabete Horban são as novas campeãs nacionais do escalão.
Em masculinos, o título foi conquistado por Rodrigo Ribeiro e Gabriel Botelho.

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