Três milhões de razões para Borges celebrar

 Por António Vieira Pacheco 

Com a entrada no quadro principal de Indian Wells passa a barreira dos três milhões de dólares.
  Nuno Borges em Indian Wells.

Com a presença nos Masters 1000 de Indian Wells, nos Estados Unidos, cujo quadro principal começará na quarta-feira, Nuno Borges alcançará uma marca significativa na sua carreira: ultrapassará os três milhões de dólares em prémios monetários e tornasse no segundo tenista português a transpor essa barreira.  Com um total acumulado de 2.987.475 dólares até agora, Borges alcança este feito ao somar mais 25,375 exclusivamente com a sua presença, elevando o seu total financeiro para 3.012.548. Este marco reflete não só a sua consistência e sucesso nas provas internacionais, mas também o seu crescimento contínuo no circuito profissional.

Contudo, mesmo com esta conquista, o maiato, atual número 36 ATP, continua distante dos cerca de 8,5 milhões acumulados por João Sousa, o português mais bem-sucedido de sempre em termos de prémios monetários oficiais e de ‘ranking’ mundial (28.º). A diferença entre os dois reflete não só a experiência e longevidade da carreira de Sousa, cuja fortuna angariada ao longo de mais 15 anos no circuito profissional, mas também o seu estatuto de número um português durante várias temporadas.

Sousa, com uma trajetória consistente e vitórias em torneios de destaque, consegue manter-se à frente na corrida financeira, mas o percurso do maiato, com 28 anos, aponta para mais ganhos. O seu crescimento nos últimos anos, especialmente com os resultados sólidos e a entrada em torneios de maior prestígio, prova que o salto financeiro pode ser maior numa questão de tempo.

Embora a diferença em prémios seja considerável, a comparação entre os dois não se resume somente a números. Ambos representam diferentes gerações do ténis português, tendo sido reflexo do esforço e dedicação que têm dado ao desporto. O que é certo é que Borges escreve a sua própria história e, com o potencial que tem demonstrado, a sua trajetória pode, em breve, fazer-lhe alcançar novos patamares de sucesso, não só no ‘ranking’, mas também no campo financeiro.

À medida que a sua carreira avança e com a possibilidade de disputar mais torneios de relevo, é expectável que a distância para o recorde de Sousa se vá a reduzir, dando ao ténis nacional mais uma razão para celebrar o crescimento de mais um ícone da modalidade.


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