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Jonas Vingegaard: "Ainda acredito em mim" após perder quase três minutos para Pogačar

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 9 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova.     Jonas Vingegaard não dá como perdida a Volta a França, apesar da pesada derrota sofrida na primeira grande etapa de montanha. O dinamarquês da Visma-Lease a Bike perdeu 2,38 minutos para Tadej Pogačar no final da etapa com chegada a Gavarnie-Gèdre, caiu para o segundo lugar da classificação geral e está agora a 2,42 minutos da camisola amarela. Ainda assim, garante que continua a acreditar na reviravolta. O bicampeão do Tour chegou à corrida embalado pelas vitórias na Vuelta de 2025 e no Giro d'Italia de 2026, além de ter vestido a camisola amarela nos primeiros dias desta edição. No entanto, o ataque demolidor de Pogačar no Tourmalet deixou-o sem resposta. Dia difícil No final da etapa, Vingegaard não escondeu a desilusão com o resultado, admitindo que nunca conseguiu responder ao ataque do grand...

Tadej Pogačar: “Se explodíssemos, explodíamos… que fosse”

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 9 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova. 

Recorde do Tourmalet batido!

Tadej Pogačar revelou que a UAE Team Emirates encarou a primeira grande etapa de montanha da Volta a França com uma estratégia de tudo ou nada. O plano resultou na perfeição: o esloveno atacou no Tourmalet, venceu isolado em Gavarnie-Gèdre, recuperou a camisola amarela e ganhou mais de dois minutos a Jonas Vingegaard. No final, admitiu que a equipa estava preparada para correr todos os riscos.

A sexta etapa era o primeiro verdadeiro teste para os candidatos à vitória final no Tour de France. A expectativa era grande em torno de uma possível ofensiva da Visma-Lease a Bike, mas foi a UAE Team Emirates quem assumiu o controlo da corrida.

Tudo ou nada

Pogačar explicou que a estratégia começou a ser desenhada ainda na viagem de regresso da etapa anterior; o ambiente na equipa respirava uma enorme confiança.

“Ontem, no autocarro, quando regressávamos da etapa, já havia um entusiasmo muito grande para hoje. Acordei às 7 da manhã e estava com a cabeça a mil, super motivado para o dia de hoje. Íamos com a mentalidade de não ter nada a perder e, se explodíssemos, explodíamos… que fosse. Mas foi tudo ótimo devido a um trabalho incrível da equipa.”

A confiança da UAE refletiu-se na estrada. Isaac del Toro aumentou o ritmo no Tourmalet, eliminando progressivamente os adversários, antes de Pogačar lançar o ataque decisivo a cerca de 43 quilómetros da meta.

O campeão do mundo não voltou a ser alcançado e ainda estabeleceu um novo melhor registo na subida ao Tourmalet, retirando mais de dois minutos ao tempo de Jonas Vingegaard.

No final, colocou esta vitória entre as mais importantes da carreira.

“Está no top 5 das minhas vitórias mais espetaculares. Deu-me flashbacks do Tourmalet, em 2023, quando havia partido a mão. A chegada foi parecida. Vitória é incrível e uma das mais saborosas, sem dúvida.”

Marca histórica

Apesar de recuperar a camisola amarela, Pogačar garantiu que esse não era o objetivo que tinha em mente durante a etapa.

“Não pensava em margens, apenas em ir com tudo até à meta. O Torstein Traeen caiu… Preferia que ele continuasse com a amarela. Que recupere bem.”

Os recordes do Tourmalet.

O norueguês perdeu a liderança da classificação geral após uma queda na descida do Tourmalet, enquanto Pogačar reforçou a candidatura ao quinto triunfo na Volta a França.

Além da vitória na etapa, o esloveno continuou a subir na lista dos maiores vencedores da história da prova.

Com 23 triunfos, ultrapassou André Darrigade e aproximou-se de André Leducq (25), Bernard Hinault (28), Eddy Merckx (34) e do recordista absoluto, Mark Cavendish, que soma 35 vitórias.

A regularidade impressiona. Desde a estreia no Tour, venceu três etapas em 2020, outras três em 2021, repetiu o feito em 2022, conquistou duas em 2023, seis em 2024, quatro em 2025 e já soma duas nesta edição.

Aos 27 anos, Pogačar continua a escrever uma das páginas mais brilhantes da história do ciclismo e, mantendo este ritmo, o recorde de Mark Cavendish deixa de parecer uma meta distante para passar a ser um objetivo perfeitamente ao seu alcance.

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