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Tadej Pogačar destrói a concorrência no Tourmalet e recupera a camisola amarela
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 9 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM
Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova.
Tadej Pogačar voltou a confirmar que continua a ser a grande referência do
ciclismo mundial. O esloveno da UAE Team Emirates protagonizou esta
quinta-feira uma exibição memorável na sexta etapa da Volta a França, atacando
no Tourmalet, a mais de 40 quilómetros da meta para vencer isolado em
Gavarnie-Gèdre. A vitória permitiu-lhe recuperar a camisola amarela e
conquistar uma vantagem expressiva sobre Jonas Vingegaard e os restantes
candidatos à classificação geral, reforçando a candidatura ao quinto triunfo na
prova francesa.
A primeira grande etapa de
alta montanha era aguardada como o verdadeiro teste aos favoritos. Após cinco
dias marcados por chegadas ao sprint, abanões provocados pelo vento e pequenas
diferenças entre os homens da geral, os Pirenéus prometiam começar a separar os
candidatos ao triunfo final.
A expectativa aumentou depois
de, na véspera, a direção da UAE Team Emirates admitir que esperava uma ofensiva da
Visma-Lease a Bike. No entanto, a estratégia revelou-se bem diferente.
Ataque decisivo
Foi a formação dos Emirados
Árabes Unidos que assumiu, desde cedo, o controlo da corrida. A equipa endureceu
o ritmo ainda antes das principais dificuldades do dia, desgastando
progressivamente o pelotão e eliminando muitos dos candidatos à discussão da etapa.
Na subida ao mítico Tourmalet,
Isaac del Toro voltou a desempenhar um papel determinante. O mexicano acelerou até restarem apenas alguns favoritos na frente da corrida.
Quando terminou o trabalho do
jovem companheiro, Pogačar lançou o ataque que decidiu a etapa.
A cerca de 43 quilómetros da
meta, o campeão do mundo levantou-se do selim e acelerou com violência. Jonas
Vingegaard tentou inicialmente responder, mantendo-se durante alguns
quilómetros a escassos segundos do rival, mas nunca conseguiu fechar completamente
o espaço.
No topo do Tourmalet, o
dinamarquês já perdia cerca de 30 segundos. A partir daí, a vantagem do líder
da UAE Team Emirates não parou.
Na longa descida e na subida
final para Gavarnie-Gèdre, Pogačar manteve um ritmo impressionante, ampliando
constantemente a diferença aos perseguidores.
Vingegaard acabaria por cortar
a meta a 2.38 minutos, enquanto Isaac del Toro liderou o grupo dos restantes
favoritos, já a 2.57 minutos do vencedor.
A diferença conquistada numa
única etapa representa um golpe muito duro nas aspirações dos principais
adversários, sobretudo porque Pogačar voltou a demonstrar uma superioridade
física difícil de contrariar quando a estrada sobe.
Dia dramático
Se para Pogačar a jornada foi
perfeita, para Torstein Traeen transformou-se num autêntico pesadelo.
O norueguês da Uno-X iniciou a
etapa vestido de amarelo, mas cedo revelou dificuldades em acompanhar o ritmo
imposto pelos melhores escaladores. Ainda durante a subida ao Tourmalet perdeu
contacto com os favoritos e viu escapar qualquer hipótese de conservar a
liderança da classificação geral.
Os problemas agravaram-se na
descida da montanha.
Traeen sofreu uma aparatosa
queda que o deixou bastante combalido. Apesar do susto e das dificuldades
físicas, conseguiu regressar à bicicleta e concluir a etapa, embora tenha
perdido mais de vinte minutos para Pogačar.
A camisola amarela mudou
inevitavelmente de dono, regressando aos ombros do campeão do mundo.
A exibição coletiva da UAE
Team Emirates voltou igualmente a impressionar. Além da força de Pogačar, Isaac
del Toro confirmou o excelente momento de forma ao desempenhar um papel
decisivo na preparação do ataque vencedor.
Com esta demonstração de
superioridade, o esloveno dá um passo importante rumo ao quinto triunfo na
Volta a França, depois das vitórias de 2020, 2021, 2024 e 2025.
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Ainda falta muito para a
chegada a Paris, mas a primeira grande batalha da montanha deixou uma mensagem
clara: Pogačar continua a ser o homem a bater. E, perante a facilidade com que
distanciou Jonas Vingegaard e todos os restantes candidatos, será necessário
algo extraordinário para impedir o líder da UAE Team Emirates de voltar a
conquistar a mais importante corrida do calendário mundial.
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