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Europeu de Jovens de ténis de mesa: quando a comunicação também joga o campeonato
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 10 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM
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O Campeonato da Europa de
Jovens de Ténis de Mesa, que se iniciou, hoje, em Gondomar, representa um dos
principais acontecimentos internacionais organizados em Portugal nesta
modalidade. Durante vários dias, centenas de atletas de dezenas de países competem
ao mais alto nível, projetando a imagem do país enquanto organizador de grandes
eventos desportivos.
É, por isso, inevitável olhar
também para uma dimensão que, tantas vezes, continua a ser tratada como
secundária: a comunicação.
Nos últimos anos, o panorama
mediático alterou-se profundamente. A informação deixou de depender apenas dos
jornais, das televisões ou das rádios de âmbito nacional. Hoje, uma parte
significativa da cobertura desportiva nasce em meios digitais especializados, em projetos independentes e em plataformas que acompanham diariamente modalidades que
raramente ocupam as primeiras páginas.
No entanto, muitas assessorias
de imprensa continuam a comunicar como se essa transformação nunca tivesse
acontecido.
Quem perde é a modalidade
O Europeu de Jovens é um
exemplo disso. A estratégia de comunicação parece continuar excessivamente
centrada nos grandes órgãos de informação, apesar de ser evidente que estes,
por limitações editoriais, dificilmente dedicarão uma cobertura diária e aprofundada
ao ténis de mesa. O resultado acaba por ser previsível: algumas notícias
pontuais, referências aos medalhados e pouco mais.
Quem perde é a modalidade.
Existem em Portugal projetos
digitais que acompanham regularmente o ténis de mesa, publicam entrevistas,
divulgam competições nacionais e internacionais e ajudam, ao longo de todo o ano, a
manter a modalidade visível junto dos adeptos. São meios que conhecem os
atletas, os clubes e o contexto competitivo e que, por isso mesmo, poderiam
acrescentar valor à comunicação de um evento desta dimensão.
Não se trata de substituir os
grandes órgãos de comunicação social, cuja presença é naturalmente desejável.
Trata-se de compreender que o ecossistema mediático atual é muito mais
diversificado e que uma estratégia eficaz deve integrar diferentes tipos de
meios, consoante o público que se pretende alcançar.
A comunicação desportiva não
se mede apenas pelo número de comunicados enviados ou pelas aparições nos
noticiários. Mede-se também pela capacidade de fazer chegar as histórias aos
públicos certos, por meio dos canais mais adequados.
Um Europeu de Jovens não vive
apenas das finais ou das cerimónias protocolares. Vive das histórias dos jovens
atletas, dos bastidores, da participação portuguesa, da experiência das
delegações estrangeiras e da promoção de uma modalidade que continua a lutar
por maior reconhecimento mediático.
É precisamente aí que os meios
especializados podem desempenhar um papel complementar e relevante.
Portugal é um exemplo organizativo
Portugal tem demonstrado
capacidade para organizar grandes eventos internacionais. Esse mérito é
reconhecido. Mas, num tempo em que a comunicação digital assume um peso crescente, talvez seja também altura de reconhecer que a divulgação de uma competição não deve depender apenas da atenção que os grandes meios possam lhe dedicar.
Valorizar os meios especializados não é uma questão de cortesia. É uma opção estratégica. E, acima de tudo, uma oportunidade de dar ao ténis de mesa a visibilidade que tantas vezes reclama e merece.
Europeu de Ténis de Mesa Jovens
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