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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Tim Merlier conquista Bordéus ao sprint; Pogačar mantém a camisola amarela

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 10 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM O belga Tim Merlier (Soudal-Quick Step) confirmou esta sexta-feira o estatuto de um dos mais rápidos velocistas do pelotão ao vencer a sétima etapa da Volta a França, disputada entre Hagetmau e Bordéus, ao longo de 175,1 quilómetros. Numa jornada praticamente sem dificuldades montanhosas, a fuga do dia foi protagonizada pelo francês Baptiste Veistroffer (Lotto) e pelo checo Jakub Otruba (Caja Rural). A dupla chegou a dispor de uma vantagem confortável, mas o pelotão nunca perdeu o controlo da situação e anulou a escapada quando faltavam cerca de 18 quilómetros para a meta. Final explosivo Com todas as equipas dos sprinters posicionadas para discutir a vitória, a chegada a Bordéus voltou a proporcionar um final de etapa veloz. Tim Merlier lançou o sprint no momento certo e foi o mais forte nos últimos metros, superando o norueguês Søren Wærenskjold (Uno-X Mobility) e o eritreu Biniam Girma...

Europeu de Jovens de ténis de mesa: quando a comunicação também joga o campeonato

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 10 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova. 

Gondomar recebe a maior prova de Jovens do Velho Continente.

O Campeonato da Europa de Jovens de Ténis de Mesa, que se iniciou, hoje, em Gondomar, representa um dos principais acontecimentos internacionais organizados em Portugal nesta modalidade. Durante vários dias, centenas de atletas de dezenas de países competem ao mais alto nível, projetando a imagem do país enquanto organizador de grandes eventos desportivos.

É, por isso, inevitável olhar também para uma dimensão que, tantas vezes, continua a ser tratada como secundária: a comunicação.

Nos últimos anos, o panorama mediático alterou-se profundamente. A informação deixou de depender apenas dos jornais, das televisões ou das rádios de âmbito nacional. Hoje, uma parte significativa da cobertura desportiva nasce em meios digitais especializados, em projetos independentes e em plataformas que acompanham diariamente modalidades que raramente ocupam as primeiras páginas.

No entanto, muitas assessorias de imprensa continuam a comunicar como se essa transformação nunca tivesse acontecido.

Quem perde é a modalidade

O Europeu de Jovens é um exemplo disso. A estratégia de comunicação parece continuar excessivamente centrada nos grandes órgãos de informação, apesar de ser evidente que estes, por limitações editoriais, dificilmente dedicarão uma cobertura diária e aprofundada ao ténis de mesa. O resultado acaba por ser previsível: algumas notícias pontuais, referências aos medalhados e pouco mais.

Quem perde é a modalidade.

Existem em Portugal projetos digitais que acompanham regularmente o ténis de mesa, publicam entrevistas, divulgam competições nacionais e internacionais e ajudam, ao longo de todo o ano, a manter a modalidade visível junto dos adeptos. São meios que conhecem os atletas, os clubes e o contexto competitivo e que, por isso mesmo, poderiam acrescentar valor à comunicação de um evento desta dimensão.

Não se trata de substituir os grandes órgãos de comunicação social, cuja presença é naturalmente desejável. Trata-se de compreender que o ecossistema mediático atual é muito mais diversificado e que uma estratégia eficaz deve integrar diferentes tipos de meios, consoante o público que se pretende alcançar.

A comunicação desportiva não se mede apenas pelo número de comunicados enviados ou pelas aparições nos noticiários. Mede-se também pela capacidade de fazer chegar as histórias aos públicos certos, por meio dos canais mais adequados.

Um Europeu de Jovens não vive apenas das finais ou das cerimónias protocolares. Vive das histórias dos jovens atletas, dos bastidores, da participação portuguesa, da experiência das delegações estrangeiras e da promoção de uma modalidade que continua a lutar por maior reconhecimento mediático.

É precisamente aí que os meios especializados podem desempenhar um papel complementar e relevante.

Portugal é um exemplo organizativo

Portugal tem demonstrado capacidade para organizar grandes eventos internacionais. Esse mérito é reconhecido. Mas, num tempo em que a comunicação digital assume um peso crescente, talvez seja também altura de reconhecer que a divulgação de uma competição não deve depender apenas da atenção que os grandes meios possam lhe dedicar.

Valorizar os meios especializados não é uma questão de cortesia. É uma opção estratégica. E, acima de tudo, uma oportunidade de dar ao ténis de mesa a visibilidade que tantas vezes reclama e merece.


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