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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

A prata de Iuri Leitão e de Ivo Oliveira em imagens no Mundial de Madison

   António Vieira Pacheco 18 de outubro de 2026 DIREITOS RESERVADOS — EMM Leitura estimada: 1 min   Iúri Leitão e Ivo Oliveira conquistaram, este domingo, a medalha de prata para Portugal em madison, nos Mundiais de ciclismo de pista, em Xangai, na China.  O pódio ficou fechado pela Alemanha, com 52 pontos. Esta, refira-se, é a primeira medalha de sempre em Mundiais para Portugal nesta disciplina. Portugal volta assim a sair medalhado nos Mundiais de ciclismo de pista, após Iúri Leitão se ter sagrado ontem campeão do Mundo de Omnium.  A Dinamarca sagrou-se campeã do mundo com 88 pontos, mais 21 do que Iúri Leitão e Ivo Oliveira, que, ainda assim, conseguiram vencer o último sprint e somar mais 10 pontos na classificação.

Tadej Pogačar, o líder que lava a roupa

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 25 junho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 1 min · 🌱EMM

Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova. 

Tadej a conversar com o seu diretor-desportivo discontraído em plena corrida. 

Tadej Pogačar entra na reta final da preparação para o Tour de France 2026 após uma exibição dominante na Volta à Suíça, na qual demonstrou controlo físico e tático em todas as etapas.

A nove dias do Tour de France, Tadej Pogačar volta a ocupar o centro da narrativa do ciclismo mundial. Não apenas pelo que vence, mas também pela forma como vence. Nem apenas pela força, mas também pela inteligência. Joxean Fernández ‘Matxín’, diretor‑desportivo da UAE Emirates‑XRG, descreve um corredor que, na sua visão, atingiu um nível de maturidade competitiva que transcende o talento físico.

“Para mim, a qualidade mais importante do Tadej é a leitura da corrida. Ele está sempre alerta, sempre consciente do que acontece. Não é só força, é cabeça”, afirma. E essa leitura, diz o basco, ficou evidente na Volta à Suíça, onde o esloveno brilhou em todos os terrenos: explosão na etapa inaugural, precisão no contrarrelógio, autoridade na jornada final. “Ele esteve bem em todas as circunstâncias. Isso diz muito sobre o estado em que está.”

Para Matxín, a Volta à Suíça não foi apenas um teste físico — foi um ensaio geral daquilo que Pogačar faz melhor: transformar complexidade em controlo. “Ele tem uma capacidade natural de antecipar. Às vezes, parece que lê a corrida meio segundo antes dos outros.”

Essa combinação de instinto e cálculo, diz o diretor‑desportivo, é o que o coloca num patamar raro.

Equipa Pronta

Se Pogačar chega ao Tour com confiança, a UAE chega com convicção.

 “A equipa está completa. Fizemos tudo de forma equilibrada e profissional. Temos três soluções claras para qualquer situação de corrida”, explica Matxín, sublinhando que a preparação foi construída com rigor quase cirúrgico.

Cada corredor tem uma função definida e cada etapa tem um plano. Cada cenário tem resposta. “Conseguimos o equilíbrio perfeito para apoiar o Tadej nas montanhas, no plano, no caos. Ele nunca estará sozinho.”

O basco insiste que o Tour não se vence apenas com força — vence‑se com estrutura. “Uma equipa forte não é só ter bons nomes. É ter gente que sabe exatamente o que fazer quando a corrida se parte. E nós temos isso.”

Sobre Jonas Vingegaard, o rival que venceu o Giro d’Italia, 36 dias de competição no ano, Matxín mantém a serenidade. “Cada ano é diferente. O Jonas venceu o Giro com um esforço calculado. Não foi uma vitória desgastante. Ele soube gerir. Mas isso não muda o que temos de fazer.”

A comparação entre os dois líderes, diz, é inevitável — mas irrelevante. 

“O importante não é quem correu mais ou menos. É quem chega ao Tour com o plano certo. E nós chegamos.”

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O esloveno ao lado da namorada.

Liderança Humana

É fora da bicicleta que Pogačar, segundo Matxín, revela a sua dimensão mais surpreendente. O diretor‑desportivo descreve um líder que não se coloca acima de ninguém, que não exige privilégios, que não cria distância.

“No training camp, ele está sempre presente. Lava a própria roupa, prepara o jantar, ajuda os colegas. Isso diz tudo sobre quem ele é. Só um verdadeiro líder faz isso.”

Para Matxín, estes gestos não são detalhes — são a base da cultura da equipa. 

“Quando o seu líder faz o mesmo que todos, ninguém tem desculpas. Ele cria um ambiente em que todos querem dar mais.”

A queda de Urška Zigart na Volta à Suíça feminina — com fratura da mandíbula — alterou a agenda do líder da UAE Emirates. “Agora ele precisa estar com a Urška. A estabilidade familiar antes do Tour é fundamental. Ele sabe quando tem de estar em altitude e quando tem de estar em casa. E nós sabemos quando ele precisa de cada coisa.”

A relação entre Pogačar e a UAE, diz o basco, é construída sobre confiança mútua.

 “Há uma conexão muito forte entre todos. Sabemos o que ele precisa em cada momento. É isso que faz a diferença.”

Nos próximos dias, o esloveno estará em casa, a recuperar energia mental antes de mergulhar na fase final da preparação. 

“Ele sabe desligar quando é preciso. E quando volta, volta com tudo.”

O Tour de France aproxima‑se com a promessa de mais um duelo épico. Pogačar chega com apenas 16 dias de competição; Vingegaard, com mais do dobro. Mas para Matxín, o número de dias não conta — conta o estado em que se chega.

E, na sua visão, Pogačar chega pronto.

“Ele está no ponto certo. Fisicamente, mentalmente, taticamente. E a equipa está com ele. Isso é o mais importante.”

O diretor‑desportivo fala com a segurança de quem conhece o esloveno como poucos. “Quando o Tadej decide, acontece. Ele tem essa capacidade. E nós estamos aqui para garantir que  tenha tudo o que é necessário para decidir.”

O Tour começa em Barcelona. A estrada será longa, dura, imprevisível. Mas na UAE, a sensação é clara: o líder está pronto — e a equipa também.

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