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Vincenzo Nibali rende-se a Jonas Vingegaard: “É o ciclista mais resiliente que já vi”

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Tadej Pogačar atualiza estado de Urška Žigart: “É uma lutadora e dá-me motivação para vencer”

 🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 19 junho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️4 min

Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova.

Camisola amarela fala do estado de saúde da sua namorada.

O líder da Volta à Suíça analisou a etapa anterior, explicou a estratégia da UAE Emirates-XRG e revelou como encontrou a companheira após a grave queda sofrida na prova feminina.

Preocupação pessoal

A Volta à Suíça continua a servir de preparação para alguns dos principais nomes do ciclismo mundial, No entanto, para Tadej Pogačar, a segunda etapa da corrida teve um significado muito mais profundo do que uma simples batalha pela classificação geral.

O campeão do mundo da UAE Emirates-XRG viveu horas de grande apreensão após receber notícias preocupantes sobre a companheira, Urška Žigart, que sofreu uma violenta queda durante a prova feminina disputada na mesma região. Apesar de ter conseguido manter a liderança da corrida masculina, a atenção do esloveno esteve inevitavelmente dividida entre a competição e o estado de saúde da noiva.

Esta sexta-feira, antes da partida para a terceira etapa da Volta à Suíça, Pogačar falou aos jornalistas e abordou vários temas relacionados com a corrida, mas foi a atualização sobre Urška Žigart que acabou por assumir maior destaque.

O líder da UAE Emirates-XRG mostrou-se visivelmente mais tranquilo após ter visitado a companheira no hospital, transmitindo uma mensagem de otimismo numa altura em que o susto inicial já deu lugar à recuperação.

Estratégia falhada

Antes de comentar o estado de saúde de Urška Žigart, Tadej Pogačar fez a análise da segunda etapa da Volta à Suíça, marcada por uma fuga extremamente forte que resistiu à perseguição do pelotão e acabou por discutir a vitória.

Segundo o esloveno, a UAE Emirates-XRG entrou na corrida com uma estratégia claramente ofensiva.

O objetivo passava por colocar um dos seus corredores na fuga do dia e tentar controlar os acontecimentos a partir da frente da corrida.

“Tínhamos um plano para ir para a fuga, quer com o Jhonatan Narváez, quer com o Brandon McNulty ou até comigo”, explicou.

No entanto, a realidade da corrida revelou-se diferente.

A fuga formou-se com corredores de elevado nível e rapidamente ganhou uma margem considerável sobre o pelotão, dificultando o trabalho das equipas interessadas em controlar a etapa.

Além disso, as temperaturas elevadas tiveram um papel importante no desenrolar da etapa.

Pogačar admitiu que o calor extremo condicionou muitos corredores e provocou dificuldades adicionais nas horas mais exigentes da corrida.

A combinação entre a fuga poderosa e as condições atmosféricas desgastantes acabou por tornar a perseguição mais complicada do que a UAE previa inicialmente.

Ataque final

Apesar das dificuldades, a equipa dos Emirados Árabes Unidos não desistiu de lutar pela vitória.

Nas subidas finais, Pogačar voltou a demonstrar a sua habitual capacidade ofensiva e reduziu significativamente a vantagem dos fugitivos.

Ainda assim, o esloveno acredita que faltou um pequeno detalhe para que o resultado pudesse ter sido diferente.

“Na última subida, talvez tenha faltado um pouco para eu, o Johnny e o Matias Vacek chegarmos juntos ao topo. Se isso tivesse acontecido, talvez tivéssemos mais hipóteses de alcançar a fuga.”

As palavras do líder da classificação geral revelam a margem extremamente reduzida que, muitas vezes, separa o sucesso do fracasso no ciclismo profissional.

Uma pequena diferença no posicionamento ou alguns segundos ganhos numa subida podem alterar completamente o resultado de uma etapa.

Mesmo sem conseguir alcançar os homens da frente, Pogačar fez questão de reconhecer o mérito dos vencedores.

Longe de demonstrar frustração, o esloveno elogiou o desempenho dos escapados e admitiu que apreciou o espetáculo da corrida.

“Eles mereceram a vitória. Trabalharam muito e fizeram uma grande corrida. Foi bom acompanhar o desenrolar da etapa e ver como lutaram pelo triunfo.”

A declaração ajuda a compreender uma das características que mais distingue Pogačar dos restantes candidatos às Grandes Voltas: a capacidade de apreciar o ciclismo independentemente do resultado.

Notícia tranquilizadora

Se a etapa trouxe algum alívio no plano desportivo, a notícia mais importante surgiu fora da estrada.

Depois da grave queda sofrida por Urška Žigart, a preocupação foi enorme no pelotão internacional.

As imagens do acidente rapidamente percorreram as redes sociais e geraram receio entre colegas, equipas e adeptos.

A ciclista da AG Insurance-Soudal sofreu uma fratura na mandíbula e teve de ser transportada para o hospital para realizar exames complementares.

Perante o impacto do acidente, a prioridade passou imediatamente a ser a avaliação médica.

Pogačar revelou que conseguiu visitar a companheira logo após o final da etapa masculina.

“Está tudo bem. Fui vê-la ao hospital depois da corrida. Ela ficou lá durante a noite e hoje já recebeu alta hospitalar.”

A atualização trouxe tranquilidade aos adeptos e ao pelotão, numa altura em que as imagens do acidente tinham criado forte preocupação quanto à gravidade dos ferimentos.

Apesar da fratura confirmada, a evolução clínica parece positiva e a recuperação já começou.

Mais do que atualizar o estado clínico da companheira, Pogačar fez questão de destacar a personalidade de Urška Žigart.

O esloveno descreveu-a como uma pessoa extremamente resiliente e determinada, qualidades que considera fundamentais nesta fase da recuperação.

“Ela está bem-disposta. É uma lutadora e uma pessoa muito forte.”

Segundo o campeão do mundo, essa atitude positiva acabou por ter um impacto direto no próprio estado emocional.

Num momento particularmente difícil, a capacidade demonstrada por Urška para enfrentar a situação tornou-se uma fonte adicional de motivação.

“Isso dá-me motivação para os próximos dias. Ela quer que eu leve esta camisola para casa.”

A declaração evidencia a forte ligação entre ambos e ajuda a compreender o motivo pelo qual o estado de saúde da companheira teve um impacto tão profundo em Pogačar nas últimas horas.

Apesar de ser reconhecido como um dos corredores mais competitivos do mundo, o esloveno mostrou uma faceta mais humana, recordando que existem prioridades que vão muito além dos resultados desportivos.

Próxima etapa

Já relativamente à terceira etapa da Volta à Suíça, Pogačar acredita que o cenário poderá ser semelhante ao do dia anterior.

O líder da classificação geral considera que o perfil da jornada favorece novamente os aventureiros e poderá permitir o sucesso de uma nova fuga.

“Penso que hoje também pode ser um dia para a fuga.”

Segundo o esloveno, o percurso apresenta dificuldades suficientes para impedir um controlo absoluto por parte das equipas dos sprinters.

Embora os quilómetros finais sejam menos exigentes, a dureza acumulada ao longo da etapa poderá reduzir significativamente o número de corredores capazes de disputar a chegada em grupo.

Pogačar deixou  claro que a UAE Emirates-XRG não pretende assumir riscos desnecessários.

Com a liderança da classificação geral nas suas mãos, a prioridade passa por proteger a camisola amarela e evitar incidentes.

“Precisamos de permanecer juntos, manter-nos seguros e fazer o nosso melhor.”

Com duas etapas disputadas, Pogačar continua a controlar a Volta à Suíça e reforça gradualmente a sua condição de principal favorito à vitória final.

Contudo, os últimos dias demonstraram que, mesmo para um dos melhores ciclistas da atualidade, há momentos em que os acontecimentos fora da estrada assumem uma importância muito maior do que qualquer resultado desportivo.

Depois do susto provocado pela queda de Urška Žigart, o líder da UAE Emirates-XRG recebeu finalmente as notícias que esperava ouvir.

A recuperação da companheira está em andamento, o ambiente tornou-se mais tranquilo e a motivação permanece intacta.

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Agora, com a situação aparentemente estabilizada, Pogačar pode voltar a concentrar-se totalmente na corrida e na defesa da camisola amarela, levando consigo uma motivação extra: corresponder ao desejo de Urška Žigart e regressar a casa com mais uma vitória importante na carreira.


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