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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Henrique Rocha faz história no Porto e fica a um passo do top 100

  António Vieira Pacheco 4 de outubro de 2026 DIREITOS RESERVADOS — EMM Leitura estimada: 3 min Crédito: Direitos Reservados. O Porto já tem um novo campeão. Henrique Rocha venceu o Eupago Porto Open, conquistou o terceiro título Challenger da temporada e prepara-se para atingir o melhor ranking da carreira. Henrique Rocha não deixou escapar a oportunidade de transformar uma semana especial numa conquista memorável. O tenista português sagrou-se campeão do Eupago Porto Open este domingo, no Complexo Desportivo do Monte Aventino, ao bater Iñaki Montes-de-la-Torre por 2-6, 6-4 e 6-4. A final começou com dificuldades. O espanhol, atual 228.º do ranking ATP, conseguiu impor o seu ritmo no primeiro set e pôs Rocha perante a necessidade de reagir. E foi precisamente aí que surgiu a resposta do portuense. A partir do segundo parcial, Rocha conseguiu equilibrar o encontro, ganhou maior controlo dos pontos e encontrou o caminho para a reviravolta. Dois parciais consecutivos por 6-...

Afonso Eulálio prepara salto milionário na Bahrain após explosão de estatuto

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📅11 junho 2026

📸 Créditos: Direitos Reservados

⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos

Afonso Eulálio aumentado pela sua equipa.


Da Figueira da Foz para o centro do ciclismo mundial, Afonso Eulálio deixou o Giro d'Italia como um dos nomes mais marcantes da edição — um corredor que entrou na corrida como promessa e saiu dela como ativo estratégico na Bahrain Victorious.

A transformação não foi apenas desportiva. Foi também contratual, financeira e, sobretudo, simbólica: o português passou de peça em desenvolvimento a corredor com estatuto reforçado na estrutura.

 Giro como ponto de viragem

Antes da Corsa Rosa, o cenário parecia estabilizado. Contrato renovado até 2028, plano de crescimento progressivo e evolução sem pressa.

“Depois do Giro, tudo acelerou. É um ciclista que hoje tem muito mais valor, tanto para a equipa como para o próprio mundo do ciclismo”, afirmou o agente Beñat Intxausti, antigo corredor e atual responsável pela gestão da carreira do português.

O impacto foi imediato no mercado.

“Depois do Giro, os valores que tínhamos anteriormente podem multiplicar-se por cinco ou seis”, revelou.


ENTRAR NO MUNDO DAS MODALIDADES

A Bahrain Victorious rapidamente percebeu que o corredor que tinha nas mãos já não era o mesmo que arrancou a temporada. Algo tinha mudado, e os resultados começavam a confirmá-lo.

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De projeto interno a peça central

A estrutura da equipa já tinha desenhado um plano de longo prazo para o português.

“Mesmo antes de negociar o contrato, já tinham um projeto de quatro anos para o Afonso”, contou Intxausti. “Esse projeto incluía fazer uma Grande Volta, o Giro, e tornar-se gradualmente líder e lutar pela geral.”

O desempenho no Giro não alterou a estratégia; pelo contrário, acelerou-a.

“Quando surgiu a oportunidade, disse-lhe: ‘abriu-se uma porta para ser líder da equipa’. Ele assumiu esse papel sem nervosismo, o que é raro num ciclista com pouca experiência”, acrescentou.

 O momento em que tudo mudou

O Giro colocou o corredor à prova em condições extremas e confirmou a maturidade competitiva que vinha demonstrando ao longo da temporada.

O agente sublinha a forma como o português respondeu à pressão:

“Ele gosta da pressão, não fica nervoso.”

E até os detalhes fora da corrida impressionaram quem o acompanha de perto.

“No dia do contrarrelógio, que foi o pior para ele, o Pelizzotti disse-me que andava a dormir nove a dez horas por dia, mesmo sendo líder do Giro. Isso revela como gere o esforço e a pressão.”

Camisola rosa e impacto mediático

O ponto de viragem não foi apenas interno. Foi também visível no pelotão e nos órgãos de comunicação social.

“Vestiu a camisola rosa, foi o melhor jovem e o valor desportivo aumentou consideravelmente”, sublinhou Intxausti.

Mas há outro fator que a equipa árabe valorizou ainda mais: a projeção pública.

“Há ciclistas muito bons que não têm o dom dos media, mas o Afonso conquistou o público e os jornalistas”, acrescentou o agente.

 De Figueira da Foz para o pelotão global

Natural da Figueira da Foz, Eulálio construiu a sua base longe dos grandes centros do ciclismo europeu, mas chegou ao WorldTour com uma identidade competitiva bem definida.

E no Giro, essa identidade ganhou forma.

O corredor deixou de ser apenas um nome em crescimento para se tornar numa peça reconhecida na dinâmica da equipa.

Bahrain prepara resposta forte

Com o impacto da prestação na Corsa Rosa, a Bahrain-Victorious prepara uma resposta clara: valorização contratual e reforço de estatuto.

O agente não esconde a evolução:

“Temos um contrato assinado, mas estamos a trabalhar num contrato de longa duração com a Bahrain.”

A ideia não é apenas prolongar, mas ajustar a realidade ao novo valor desportivo do corredor.

 Clássicas e futuro possível

Apesar da evolução como homem de Grandes Voltas, o perfil de Eulálio continua versátil.

“Via-o mais como um ciclista para corridas de uma semana e clássicas como Liège ou Flèche”, explicou Intxausti. “São corridas com explosividade e técnica, nas quais ele é muito bom e sabe posicionar-se.”

Onda que ainda está a crescer

O Giro não foi um ponto final — foi um ponto de aceleração.

Eulálio sai da corrida como um corredor em ascensão rápida, que passou de maré controlada a onda aberta no pelotão internacional.

Da Figueira da Foz para o WorldTour, a trajetória ganha agora outra dimensão: menos promessa, mais realidade — e um futuro que já não se mede apenas em potencial, mas em impacto imediato na Bahrain Victorious.

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