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Francisco Rocha ficou à porta em Hurghada

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos

Francisco Rocha lutou, mas tombou!
Portuense triste com a derrota no Egito no início do ano.

Areia quente

No calor persistente de Hurghada, à beira do Mar Vermelho, Francisco Rocha ficou a um passo de assinalar o regresso às vitórias no arranque da nova temporada. O maiato, atualmente 772.º do ranking, despediu-se na primeira ronda do ITF M15 egípcio após um duelo prolongado, decidido apenas ao fim de quase três horas.

Frente ao ucraniano Volodymyr Iakubenko (1235.º), Rocha entrou com clareza e iniciativa. A vantagem de 5-2 no primeiro ‘set’ traduziu um período de domínio sustentado, mesmo quando o adversário tentou reagir. O português manteve a concentração e fechou o parcial por 7-5, evitando que a decisão se prolongasse até ao tie-break.

A partir do segundo set, o ritmo do encontro alterou-se. Iakubenko aumentou a intensidade, alongou as trocas e encontrou espaço para equilibrar o jogo, vencendo por 6-4. O desgaste acumulado passou a pesar e o terceiro parcial seguiu o mesmo padrão, com o ucraniano a ser mais eficaz nos momentos decisivos e a selar a reviravolta com novo 6-4.

Continuidade

Apesar da eliminação em singulares, a semana de competição prossegue para Francisco Rocha. Ainda em Hurghada, o português volta-se agora para a variante de pares, que já superou o primeiro obstáculo. Ao lado do norte-americano Maxwell McKennon, discute o acesso às meias-finais frente à dupla formada por Niccolo Catini e Anders Matta.

Num cenário em que o ténis se constrói ponto a ponto e sob condições exigentes, Rocha procura transformar esta longa batalha numa base para a continuidade competitiva. A temporada está apenas no início — e o caminho faz-se, muitas vezes, na resistência.

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