Nuno Borges avança em Hong Kong

  🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: ATP Tour

⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos

Calma! Estou pronto para a Austrália.
Nuno Borges festeja pela segunda vez consecutiva em Hong Kong.

Quartos de final para o Lidador

Entre a verticalidade dos edifícios e o ritmo incessante da cidade, Nuno Borges voltou a encontrar espaço para afirmar o seu ténis. No ATP 250 de Hong Kong, o número um português superou Marin Cilic, antigo n.º 3 mundial, e garantiu um lugar nos quartos de final daquele que é o seu primeiro torneio da temporada de 2026. O triunfo frente ao experiente croata foi construído com critério e serenidade. Borges, oitavo cabeça de série e atual 45.º do ranking mundial, impôs-se pelos parciais de 7-5 e 6-3, ao fim de uma hora e 21 minutos, num encontro em que soube gerir os momentos-chave e resistir à potência do serviço adversário.

Cilic, campeão do US Open em 2014, ainda deixou a sua marca com nove ases, mas encontrou pela frente um Borges eficaz nos detalhes. O português venceu 86% dos pontos com o primeiro serviço, salvou um dos dois pontos de break que enfrentou e foi mais preciso quando surgiram oportunidades, convertendo três das quatro que criou. A diferença fez-se também na gestão do erro, com o maiato a manter maior controlo ao longo do encontro.

Marca consistente

Com este resultado, Nuno Borges alcança pela oitava vez os quartos de final de um torneio do ATP Tour, sinal claro de consistência num percurso que se afirma com regularidade no circuito principal. Em Hong Kong, cidade onde tradição e modernidade convivem lado a lado, o português voltou a mostrar maturidade competitiva e capacidade para enfrentar nomes de peso.

Horizonte aberto

Nos quartos de final, Borges aguarda agora pelo vencedor do embate entre o chinês Yibing Wu e o russo Andrey Rublev, sabendo que o grau de exigência continuará a subir. Para já, fica a confirmação de um arranque sólido em 2026, num palco asiático onde o ténis se joga ao ritmo intenso da cidade.

Hong Kong segue. E com ela, segue também Nuno Borges, cada vez mais confortável nos territórios reservados aos que sabem competir.

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