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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Rui Oliveira continua a bater à porta da vitória — e a porta já fica sem trinco

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅5 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM Há derrotas que deixam azia. E há segundos lugares que começam a cheirar a aviso. Rui Oliveira ficou em segundo no prólogo da 87ª Volta a Portugal, atrás do companheiro de equipa Julius Johansen, mas saiu de Lisboa com uma mensagem bem mais importante do que a classificação: a primeira vitória em estrada continua a fugir-lhe, mas já não consegue esconder-se muito bem. O português da UAE Emirates perdeu quatro segundos para Johansen, especialista na luta contra o relógio e primeiro líder da Volta, mas colocou atrás de si nomes que conhecem estas estradas como poucos. Entre eles, Rafael Reis. Nada mau para quem, há três semanas, nem sabia se conseguiria alinhar. “É um sentimento agridoce. Não ganhei, mas perdi para o Julius, um colega de equipa. Ele é dos melhores do mundo nesta especialidade.” Tradução livre para quem acompanha de fora: não ganhou, mas também não veio brincar aos ciclistas ol...

Novas gerações do ténis mundial afinam sonhos para 2026

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: ATP Tour

⏱️ Tempo de leitura: minutos

2026, será o ano de explosão de João Fonseca.
O grito de João Fonseca. O brasileiro conseguirá entrar no top 10 mundial em 2026?

                        O assalto de João Fonseca ao top 10

O ano de 2025 aproxima-se do fim com a serenidade própria dos ciclos que se fecham e com a inquietação natural de quem já olha para o que segue. No ténis, este é um tempo de balanço e de afinação, de corpos em recuperação e mentes projetadas para o circuito da Oceânia, que culminará, a partir de 18 de janeiro, no Open da Austrália. É ali, no primeiro grande palco do ano, que muitos tentarão confirmar estatutos e outros ousarão reclamar o seu lugar.

Certezas firmes

Olhando para os próximos doze meses, há nomes que se impõem com a força da evidência. No circuito ATP, Carlos Alcaraz e Jannik Sinner continuam a ser o eixo em torno do qual gira o ténis masculino. No WTA, Aryna Sabalenka e Iga Świątek mantêm-se como referências absolutas, símbolos de regularidade, potência e ambição. São eles que partem como favoritos, os que carregam o peso das expectativas e a natural obrigação de vencer.

Mas o ténis vive tanto do presente como da promessa. E, por detrás das certezas, cresce um conjunto de jovens jogadores e jogadoras que procuram transformar talento em consistência, potencial em resultados.

Sinais futuros

O Next Gen ATP Finals tem-se afirmado, ao longo dos anos, como um barómetro fiável do que aí vem. Reúne os oito melhores jovens da temporada e oferece um retrato interessante das próximas forças do circuito. Em 2025, dois nomes destacaram-se no ‘ranking’ específico da prova: o checo Jakub Mensik e o brasileiro João Fonseca.

Mensik, campeão dos Masters 1000 de Miami após derrotar Novak Djokovic na final, confirmou uma maturidade competitiva pouco comum para a sua idade. Fonseca, vencedor dos torneios ATP de Buenos Aires e Basileia, mostrou uma versatilidade que o torna particularmente perigoso em diferentes superfícies.

Prioridades novas

Curiosamente, nenhum dos dois participou na edição do Next Gen realizada em Jeddah, na Arábia Saudita. As suas posições no ‘ranking’ ATP — 19.º e 24.º — colocam-nos já noutro patamar competitivo, com calendários e prioridades muito distintos dos restantes participantes. Em 2026, ambos surgem como fortes candidatos a dar um salto definitivo e a disputar títulos regularmente.
Entre os que marcaram presença em Jeddah, Learner Tien e Alexander Blockx chegaram à final.

Tien, atual 28.º do mundo, repetiu um percurso já conhecido: tal como em 2024, voltou a atingir o jogo decisivo, demonstrando uma notável capacidade de competir sob pressão. Ao longo do caminho, deixou para trás nomes como Mensik, Arthur Fils e Alex Michelsen, antes de cair na final frente a João Fonseca.

O seu ano de 2025 foi particularmente sólido. O título em Metz e a presença na final de Pequim, onde somente Sinner o travou, foram momentos altos de uma temporada em que também chegou aos oitavos de final do Open da Austrália, eliminando Daniil Medvedev. Experiência, confiança e ambição fazem dele um nome incontornável para 2026.

Crescimento gradual

Alexander Blockx surge num registo diferente. Número 116 do ‘ranking’ mundial, o belga ainda constrói o seu caminho com paciência. Em 2025, alternou entre torneios ATP e Challenger, conquistando títulos em Oeiras 5 e Bratislava. O Top 100 é o grande objetivo, após ter alcançado o 101.º lugar em novembro. O Next Gen foi, para ele, uma afirmação de que o percurso está bem traçado.

Para lá dos mais mediáticos, há uma constelação de jovens que merecem atenção. O croata Dino Prizmic, os espanhóis Martín Landaluce e Rafael Jodar, o norueguês Nicolai Blaskova Kjaer e o norte-americano Nishesh Basavareddy representam diferentes estilos e escolas, mas partilham a mesma ambição. Arthur Fils e Alex Michelsen, ambos com 21 anos, já somam maior experiência e pretendem dar um passo em frente em 2026.

Futuro feminino

No circuito feminino, a renovação tem sido ainda mais visível. Muitas jovens conseguiram títulos importantes nos últimos anos, algumas encontraram estabilidade, outras sentiram o peso da exigência precoce. Excluindo Coco Gauff, que aos 21 anos já é uma certeza estabelecida, Mirra Andreeva destaca-se como o rosto maior da nova geração.

A russa, atualmente 9.ª do ‘ranking’, tem somente 18 anos e um currículo que impressiona. Em 2025, venceu os WTA 1000 de Dubai e Indian Wells, dois triunfos que a colocaram entre as candidatas naturais a conquistar um Grand Slam. Ainda assim, nos grandes torneios, a final continua a ser uma barreira por ultrapassar.

Medalhista de prata em pares nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, Andreeva atravessou um final de temporada irregular, com quatro vitórias e quatro derrotas desde agosto. Ao lado da sua treinadora, Conchita Martínez, procurará reencontrar equilíbrio e transformar expectativa em realidade.

Escola checa

A Chéquia continua a afirmar-se como um viveiro de talento no ténis feminino. Linda Noskova, 13.ª do mundo, lidera uma geração que inclui Tereza Valentova e Sara Bejlek, ambas já no Top 100. Mais atrás surgem as irmãs Fruhvirtová, Linda e Brenda, como promessas que continuam a amadurecer.

Victoria Mboko é outro nome a reter. A canadiana, de 19 anos, viveu o ponto alto da sua jovem carreira ao vencer o WTA 1000 de Montreal, somando ainda um título em Hong Kong. Dois troféus em 2025 colocam-na numa trajetória claramente ascendente.

A lista de jovens no Top 100 prolonga-se com Diana Shnaider, Maya Joint, Iva Jovic, Ashlyn Krueger, Alexandra Eala, Solana Sierra, Petra Marčinko e Ella Seidel. Todas com menos de 22 anos, todas com margem de crescimento e com a possibilidade real de, em 2026, deixarem definitivamente o rótulo de promessa.

Horizonte aberto

O ténis entra em 2026 com a sensação de que o futuro já bate à porta. Entre campeões consolidados e jovens que aprendem a vencer, o próximo ano promete continuidade e rutura, tradição e atrevimento. Como sempre, será dentro do campo que as respostas surgirão — ponto a ponto, jogo a jogo, sonho a sonho.


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