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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Rui Oliveira continua a bater à porta da vitória — e a porta já fica sem trinco

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅5 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM Há derrotas que deixam azia. E há segundos lugares que começam a cheirar a aviso. Rui Oliveira ficou em segundo no prólogo da 87ª Volta a Portugal, atrás do companheiro de equipa Julius Johansen, mas saiu de Lisboa com uma mensagem bem mais importante do que a classificação: a primeira vitória em estrada continua a fugir-lhe, mas já não consegue esconder-se muito bem. O português da UAE Emirates perdeu quatro segundos para Johansen, especialista na luta contra o relógio e primeiro líder da Volta, mas colocou atrás de si nomes que conhecem estas estradas como poucos. Entre eles, Rafael Reis. Nada mau para quem, há três semanas, nem sabia se conseguiria alinhar. “É um sentimento agridoce. Não ganhei, mas perdi para o Julius, um colega de equipa. Ele é dos melhores do mundo nesta especialidade.” Tradução livre para quem acompanha de fora: não ganhou, mas também não veio brincar aos ciclistas ol...

Karolina Pliskova testa o corpo antes do adeus?

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Tennis Photograph

⏱️ Tempo de leitura: minutos

Em, 2026 será o fim da carreira de Pliskova?
A checa fará um último teste para saber se prosseguirá com a carreira de tenista....

O tudo ou o nada!

Há regressos que não se medem em vitórias, mas em perguntas. Karolina Pliskova, antiga número um do mundo, sabe-o bem. Aos 33 anos, a checa encara o início da nova temporada como um teste silencioso: ao corpo, à vontade e ao sentido de continuar. Em entrevista ao portal checo Sport.cz, admitiu que 2026 poderá ser a sua última oportunidade no circuito profissional.

Desde setembro de 2024, Pliskova praticamente desapareceu das competições. Uma grave torção no tornozelo, sofrida no US Open frente a Jasmine Paolini, marcou o início de um longo e penoso processo. Seguiram-se duas cirurgias — a primeira ainda nesse mês, a segunda em maio de 2025 — e um regresso tímido às competições, com tentativas em Portugal e na Turquia. Em três encontros disputados, venceu apenas um.

O regresso trouxe mais dúvidas do que respostas.

Dúvida física

“Perguntava-me: valeu a pena?”, confessou Pliskova. “Cheguei a pensar que não voltaria aos Grand Slams. Não era exclusivamente a perna — doíam-me as costas, o braço, tudo. Questionava-me se fazia algum sentido continuar.”

As palavras revelam mais do que desgaste físico. Revelam o peso mental de quem passou anos no topo e regressa a um ponto onde até terminar um jogo se torna um objetivo. Durante algum tempo, a própria Pliskova admitiu ter perdido a convicção de que o sacrifício compensava.

Foi preciso parar. Dar espaço ao corpo e à cabeça. Mudar rotinas, adaptar treinos, aceitar limites. E, pouco a pouco, a perspectiva alterou-se.

“Disse a mim mesma que ainda queria tentar no início do ano”, explicou.

A motivação passa também pela Austrália, onde não competiu na última temporada.

 “Provavelmente não voltarei lá depois de terminar a carreira”, reconheceu, com a serenidade de quem já não se prende a ilusões. Atualmente 1054.ª do ranking mundial, Pliskova tem no calendário os torneios de Brisbane, Adelaide e o Australian Open, todos ao abrigo do ranking protegido.

Expectativas baixas

A antiga finalista do US Open (2016) e de Wimbledon (2021) assume que regressou “cedo demais” às competições em 2025. Ainda assim, bons treinos e algumas vitórias em contexto competitivo frente a jogadoras como Ekaterina Alexandrova e Katerina Siniaková devolveram-lhe alguma confiança.

Sem ilusões, nem pressão.

“Os meus objetivos são muito modestos. Não serei favorita e não quero exigir demasiado de mim. Para já, basta jogar sem dor e terminar os encontros”, explicou. “Quando se esteve no topo, é estranho ter como meta ganhar apenas uma ronda. Mas sei que regressar após uma lesão destas é muito difícil.”

O plano é claro: competir até fevereiro e, depois, decidir. Continuar ou parar. Sem dramatismos, sem promessas públicas. Se o corpo responder, avança. Se não, aceita o fim como parte natural do percurso.

Fora do campo, a vida já encontrou outro ritmo. A irmã gémea, Kristyna Pliskova, já se retirou. Karolina admite que não lhe seria estranho seguir o mesmo caminho e dedicar-se à família, assumindo-se, com humor, como “dona de casa”, enquanto cuida dos dois filhos pequenos que tem com o futebolista checo David Hancko.

“Não quero preocupar-me com nada. Se não estiver fisicamente bem, não faz sentido. Só quero jogar se puder fazê-lo sem dor e com prazer”, concluiu.

Às vezes, continuar não é vencer. É apenas escutar o corpo — e saber quando ele ainda tem algo para dizer.

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