🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
O Campeonato Nacional Absoluto/Taça Guilherme Pinto Basto, uma das competições
mais aguardadas do ténis português, arrancou esta semana nos campos cobertos do
Complexo de Ténis do Jamor. Entre os nomes mais esperados está Francisca Jorge,
a mais cotada portuguesa, que procura conquistar o seu nono título no
torneio e aproximar-se de lendas históricas como Sofia Prazeres e Leonor
Peralta.
Arranque seguro
A mais velha das irmãs, Jorge, iniciou a prova imponentemente, entrando diretamente nos
oitavos de final, graças à isenção concedida às cabeças de série. Enfrentou a
jovem júnior Analu Freitas, convidada pela organização, e venceu com parciais
de 6-0 e 6-2, mostrando desde o início o seu domínio em quadra e a experiência
adquirida no circuito internacional.
A mais cotada portuguesa destacou, ao
site da Federação Portuguesa de Ténis, o valor especial que o Nacional tem para
si:
“Sem dúvida que o Campeonato Nacional
Absoluto é especial para mim. Quando jogo um torneio é para ganhar sempre e
este é mais um deles. Venho à procura de mais um título e é com essa
mentalidade que me apresento”.
O arranque seguro confirma que
Francisca não veio somente participar, mas pretende entrar
decididamente na corrida pelo título, mantendo a consistência que exibe
desde 2017, ano em que começou a sua série de conquistas neste campeonato.
Jogo equilibrado
| Analu triste. |
Apesar da vitória tranquila, Francisca analisou o encontro com muita atenção, destacando a maior resistência da adversária no segundo ‘set’:
“Senti-me bem, foi uma boa primeira
ronda [oitavos de final], ela respeitou-me logo no início, mas jogou melhor o
segundo ‘set’ e deu um bocadinho mais de luta e jogou com mais energia. Foi um
segundo parcial mais renhido. Geralmente, foi um bom encontro da minha parte e um
segundo ‘set’ bom da parte dela. Foi uma boa entrada”.
O comentário evidencia a capacidade
de Francisca de avaliar o seu desempenho, reconhecendo méritos da adversária e
preparando-se mentalmente para os desafios seguintes. Esta abordagem é típica
de atletas que aliam talento natural a disciplina estratégica,
característica fundamental no ténis de alto nível.
Registos históricos
Com a conquista de mais um título, Francisca poderá igualar Sofia Prazeres,
segunda jogadora mais titulada da história do campeonato, estando ainda atrás
de Leonor Peralta. Sobre a pressão de bater recordes, a tenista mantém a
tranquilidade:
“Os recordes estão lá para serem
batidos, mas eu não sigo muito as contas, vão-me dizendo. Elas foram grandes
lendas do ténis e é legítimo serem reconhecidas como tal. Na hora em seja eu a
bater os recordes delas, serei lembrada como a detentora dos recordes”.
A declaração reflete não somente ambição,
mas também respeito pela história do ténis português, mostrando que Francisca
encara cada torneio com foco no presente, sem se deixar pressionar por
estatísticas ou comparações.
Nos quartos de final, Kika aguarda a vencedora do confronto entre Kika Lima e Lara Pia Santos, sétima cabeça de série.
Outros nomes de destaque que seguem na prova incluem Angelina
Voloshchuk, Matilde Novais — campeã nacional nos escalões sub-16 e sub-18 — e
Matilde Jorge, finalista das últimas quatro edições, evidenciando a competitividade da
atual edição do torneio.
O seu desempenho inicial deixa claro
que a vimaranense entra em cada partida com confiança, determinação e
respeito pelo adversário, ingredientes que a mantêm como principal candidata a
mais um título histórico.

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