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Francisca Jorge com um triunfo construído com paciência

                                                                   Por António Vieira Pacheco
Kika a um passo da final.
Créditos: FPT. Francisca Jorge celebra terceiro triunfo em oeiras e está na meia-final.


Há encontros que pedem mais do que talento. Pedem resistência, cabeça fria e um coração que saiba esperar. Foi assim que Francisca Jorge voltou a brilhar no Clube Escola de Ténis de Oeiras: dois dias, dois encontros contra a mesma adversária — e duas vitórias que a levam de volta às meias-finais do CETO Open.

A número um nacional, atualmente 277.ª no ‘ranking’ WTA, bateu Elena Pridankina (178.ª) por 6-2 e 6-4, num duelo que espelhou maturidade e foco. Com um primeiro ‘set’ de grande nível, Francisca entrou a dominar. Mas o verdadeiro teste veio no segundo, quando a russa respondeu com pancadas agressivas e quebras constantes.

Francisca soube esperar pelo momento certo

Ainda assim, foi a portuguesa a sair por cima. Com 12 oportunidades de break criadas — e quatro concretizadas — mostrou que mais do que eficácia, soube construir perigo constante.

 Soube, sobretudo, esperar. Pela bola certa, pelo momento certo, pelo erro da adversária.

 E quando chegou o match point, soltou um grito que foi mais do que alívio: foi de afirmação.

Primeira meia-final da época em singulares

Em 83 minutos, garantiu não só a vitória, mas também a primeira meia-final da temporada, a primeira desde o ITF W100 das Caldas da Rainha, em setembro.

A próxima adversária surgirá do duelo entre Greet Minnen (90.ª do mundo e única top 100 em prova) e Mona Barthel (207.ª, ex-top 25 e dona de quatro títulos WTA).

Independentemente do desfecho, a vimaranense já mostrou estar em forma e com ambição renovada. Sublinhe-se que este resultado é o melhor desempenho da temporada 2025.

Antes, contudo, regressa ao court ao lado da irmã Matilde para disputar as meias-finais de pares, com os olhos postos na revalidação do título conquistado em 2024.

Em Oeiras, Kika não joga somente para vencer. Joga para crescer. Joga para inspirar. E joga com tudo o que tem — mesmo nos dias em que o corpo pede descanso, mas a vontade grita por mais.


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