🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Entrar no Mundo das Modalidades
⏱️ Tempo de leitura: 4 minutos
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| Nuno Borges desceu para 42.º no ‘ranking’ mundial. |
Nuno Borges cede terreno em Phoenix
A brisa do deserto de Phoenix não
soprou a favor de Nuno Borges. O melhor tenista português da atualidade
regressa a casa com saldo negativo: falhou a defesa do título no Challenger 175
e viu-se forçado a ceder terreno no ‘ranking’ ATP. Dos 175 pontos que
conquistara há um ano, restaram somente 50, suficientes para alcançar as
meias-finais, mas insuficientes para manter o lugar no top 40, onde se estreara
em agosto de 2024.
Durante o torneio, Borges
enfrentou adversários de alto nível, conseguindo algumas vitórias sólidas, mas
acabou por ser eliminado antes da final. O resultado traduz-se numa descida
para o 42.º posto, fora da elite que alcançara com tanto esforço.
A ascensão da nova geração portuguesa
Se Borges desceu, outros jovens
tenistas portugueses aproveitaram a ocasião para subir no ‘ranking’. Jaime
Faria, apesar de um ligeiro recuo para a 92.ª posição, mantém-se como o número
dois de Portugal. Henrique Rocha, no 161.º lugar, encara agora a
responsabilidade de defender o título em Múrcia, mostrando que a sua trajetória
continua ascendente.
O destaque, porém, vai para Tiago
Pereira e Tomás Luís. A presença em torneios no sul de Portugal
proporcionou-lhes oportunidades de crescimento visíveis.
O Algarve como palco de oportunidades
Nos courts algarvios, Pereira
alcançou a final do ITF de Faro, subindo 43 posições e garantindo o melhor
‘ranking’ da sua carreira, 462.º. Ainda terá os pontos de Vale do Lobo a
contabilizar, o que poderá elevar ainda mais a sua posição.
Tomás Luís protagonizou uma subida
impressionante, escalando 379 degraus e estreando-se no top 1000. O jovem
chegou aos quartos de final em Faro e foi semifinalista em Vale do Lobo,
mostrando que o talento português não se esgota nos nomes já consagrados.
Estes resultados evidenciam a força
emergente do ténis nacional, com jovens que aproveitam cada torneio para ganhar
experiência e confiança, mesmo que ainda faltem grandes títulos.
‘Ranking’
ATP e importância dos pontos
O ‘ranking’ ATP funciona como uma
fotografia do desempenho acumulada das últimas 52 semanas. A defesa de pontos
de torneios anteriores é crucial: falhar a defesa significa descida no ‘ranking’,
como aconteceu a Borges em Phoenix.
Para os jovens como Pereira e Tomás,
cada ponto conquistado representa uma oportunidade de aproximação a patamares
mais altos do circuito internacional. É também uma medida da evolução e da
consistência necessária para se manter competitivo globalmente.
O ténis português respira novo fôlego
Entre quedas e ascensões, o ténis
português vive momentos de renovação. Cada torneio funciona como um teste de
resistência e maturidade, permitindo que atletas consagrados consolidem a sua
posição e que novos talentos ganhem visibilidade.
Vale do Lobo e Faro têm-se mostrado
palcos ideais para esta transição, oferecendo competição de alto nível sem a
pressão de grandes centros internacionais, e permitindo aos jovens portugueses
acumular pontos e experiência.
Um degrau rumo ao futuro
Apesar das derrotas e recuos, o
balanço é positivo. Borges mantém-se como referência e inspira a próxima
geração, Pereira e Tomás mostram que o ténis nacional tem continuidade e
talento em ascensão.
No horizonte, novas oportunidades
surgirão em torneios internacionais. Para o ténis português, a mensagem é
clara: a renovação está em curso, e cada resultado, positivo ou negativo,
contribui para formar atletas mais fortes, preparados para desafios maiores.

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